5 curiosidades sobre Gnassingbé Eyadéma

Conheça mais sobre esse político importante do Togo

 

1 – Nascido em 26 de dezembro de 1935, Gnassingbé Eyadéma foi um militar e político togolês que foi presidente e ditador do Togo de 1967 até a sua morte em 2005. Natural de Pya na Togolândia Francesa (ainda colônia da França), seu nome original era Étienne Eyadéma.

 

Eyadema e Goukouni em N’Djamena Chad, abril 1980

 

2 – Entrou no Exército Francês com 18 anos e serviu durante 10 anos. Como militar da França participou das guerras na Indochina Francesa e na Argélia. Tinha o posto de sargento quando retornou ao Togo em 1962. Seu país natal tinha se tornado independente em 1960. Eyadéma e outros militares veteranos não aceitaram fazer parte das Forças Armadas togolesas formadas pelo primeiro presidente do país.

 

Presidente Mouammar Kadhafi e Eyadema, julho 2000

 

3 – Dessa forma, em 1963, um golpe organizado pelos militares revoltosos tomou o poder no Togo. Eyadéma relatava que ele próprio tinha matado o então presidente Sylvanus Olympio. Em 1965 ele se tornou comandante do Exército Togolês. Dois anos depois o próprio liderou um golpe que o levou ao poder de forma inconteste.

 

Gnassingbé Eyadema

 

4 – Como presidente, fundou um sistema de partido único e governou com mãos de ferro por conta do apoio militar. Nos anos 90 o país passou por uma grande instabilidade política e Eyadéma foi obrigado por dois anos a dividir o poder com um primeiro-ministro. Após mudanças constitucionais voltou a ter uma liderança ditatorial. A oposição sempre alegou que haviam sérias fraudes eleitorais e muitos partidários oposicionistas eram mortos e presos.

 

Eyadéma antes de partir para uma visita de estado aos Estados Unidos

5 – Em 2005, o presidente togolês morreu de um ataque cardíaco em um avião indo para Túnis, na Tunísia. Seu filho assumiu o governo e segue comandando o Togo até os dias atuais. Gnassingbé Eyadéma sobreviveu a algumas tentativas de assassinatos e a uma queda de avião em 1974. Ele tinha um grupo musical e de dança com 1000 mulheres apenas para louvá-lo, além de uma revista em quadrinhos em que era visto como um super-herói. Uma estátua de bronze na capital Lomé também faziam parte do culto a personalidade imposto a força pelo ditador togolês.

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