5 curiosidades sobre o Arau-gigante

Conheça mais sobre essa ave extinta

 

1 – Informações gerais

O arau-gigante é uma ave extinta que habitava toda a extensão do norte do Oceano Atlântico. O último casal da espécie foi morto na Islândia em 3 de julho de 1844, decretando o fim desse gênero aviário. Com o nome científico Pinguinus impennis, derivado do galês, era um animal muito parecido com os pinguins que habitam o hemisfério sul.

 

Área de distribuição aproximada (em azul) com locais de reprodução (pontos amarelos).

 

2 – Parente dos pinguins?

Na verdade, o arau-gigante não era parente dos pinguins que conhecemos. O animal era a única espécie moderna do gênero Pinguinus. Marinheiros e pescadores que viram pela primeira vez os pinguins nas águas do Atlântico Sul, batizaram esse tipo de ave com o nome do já conhecido espécime do norte. De fato, todas as classes de pinguim fazem parte da Família Spheniscidae.

 

A roca Stac an Armin em Saint Kilda, Escócia, era um dos locais de reprodução do arau-gigante.

 

3 -Onde habitava e como vivia?

Essa espécie de ave habitava a maioria do litoral dos países do Atlântico Norte e Ártico. Os arau-gigantes existiam em grande número em locais como Grã-Bretanha, países nórdicos, Canadá, França e Groenlândia. Como não voava, era complicado para a ave encontrar locais baixos e protegidos para se reproduzir. Desse modo, é possível que existiam menos de 20 colônias originais de reprodução, sendo que apenas 6 ex-colônias são conhecidas atualmente. Quando não estavam no período reprodutivo passavam mais tempo na água do que em terra firme, já que eram excelentes nadadoras. Foi uma das espécies aviárias marinhas a conseguir mergulhar mais fundo para caçar.

 

Peixes eram a base da dieta da ave.

 

4 – Como era?

O arau-gigante chegava a pesar 5 kg e ter entre 70 e 85 cm de altura. Os machos eram levemente maiores que as fêmeas. As aves do gênero feminino colocavam na maioria das vezes apenas um ovo por ano. Comiam basicamente peixes, e raramente, crustáceos. Pelos estudos em espécimes empalhados e esqueletos, os cientistas estimam que viviam entre 20 e 25 anos. Dóceis e desajeitados em terra firme, se tornaram uma espécie de fácil caça e consumo dos humanos. Sítios arqueológicos e pinturas rupestres evidenciam que o arau-gigante era fonte de alimento desde o início da raça humana.

 

O ovo tinha a casca amarelada e manchas escuras.

 

5 – Extinção

Inicialmente eram caçados por homens pré-históricos e espécies de mamíferos aquáticos e aves de rapina. Com o avanço das populações humanas, passaram a ser consumidos predatoriamente, principalmente para usos de suas penas para confeccionar travesseiros. Também eram abatidos para a retirada do seu óleo gorduroso. Já por volta do final do Século 18, as primeiras leis de proteção da espécie foram feitas, mas não eram tão restritivas. Percebendo a diminuição do arau-gigante, muitos passaram a serem caçados para se tornarem peças de museus e coleções particulares. Isto decretou o fim do espécime de ave marinha, que em 1844 desapareceu na Escócia e na Islândia, seu refúgio final. O último casal foi morto na ilhota de Eldey, situada no litoral islandês. É dito que um indivíduo foi visto no Canadá em 1852, sendo o avistamento derradeiro de um arau-gigante que se tenha notícia. Hoje em dia, só podemos ver exemplares em museus, mostrando o efeito negativo que os humanos podem ter na natureza.

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