5 curiosidades sobre o Evento de Tunguska

Conheça mais sobre essa tragédia na Sibéria

 

1 – Informações gerais

Em 30 de junho de 1908 um meteoro de aproximadamente 100 toneladas entrou na atmosfera terrestre e explodiu perto do solo, sem deixar cratera, mas causando uma grande destruição na área e até um terremoto. Este fato ficou conhecido como o Evento de Tunguska, pois ocorreu próximo ao Rio Tunguska, na Sibéria, então posse do Império Russo.

 

Localização do evento na Sibéria.

 

2 – A explosão

Nativos da etnia evenki e alguns colonos russos avistaram uma bola de fogo se locomovendo pelo céu por volta das 7h da manhã. Os locais afirmaram que era como um segundo sol que podia ser avistado. Aproximadamente dez minutos depois um forte clarão foi visto e uma forte estrondo ocorreu. A onda de choque causou um tremor de terra de 5 pontos na Escala Richter, sentido em toda Ásia e Europa. A força do impacto gerou uma explosão centenas de vezes mais poderosa que a bomba atômica de Hiroshima.

 

Árvores caídas após a explosão. Foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927.

 

3 – Consequências

Após o evento, o céu ficou claro por diversos dias, pois o gelo atmosférico foi derretido pelo calor gerado no impacto na atmosfera. Milhões de árvores foram derrubadas, assim como algumas construções danificadas. Felizmente, nenhuma pessoa morreu, mas diversos animais da fauna da Sibéria não tiveram a mesma sorte. Ao todo, 2000 km² foram afetados diretamente pela explosão. O estrondo pôde ser ouvido a mais de 600 km de distância.

 

Topi Tunguski, ao redor da área onde houve a explosão. Esta foto é da revista Vokrug sveta, de 1931. A foto original foi tirada entre 1927 e 1930 (presumivelmente, 14 de setembro de 1930).

 

4 – Investigação

A primeira expedição para estudar o Evento de Tunguska foi enviada apenas 13 anos depois do incidente. O mineralogista russo Leonid Kulik, grande pesquisador de meteoritos em São Petersburgo, foi imcumbido pela Academia Soviética de Ciências para investigar o que houve na Sibéria. Por conta do clima, ele não conseguiu chegar ao local da explosão, mas retornou em outras três oportunidades, conseguindo relatos dos habitantes próximos, coletando materiais e descobrindo que uma vasta área florestal foi destruída.

 

Fotografia da expedição de Kulik em 1929, tomada perto do rio Hushmo.

 

5 – O que realmente ocorreu?

Até os dias atuais, a hipótese mais plausível é que um pequeno asteróide ou cometa entrou na atmosfera terrestre, mas não se chocou com o solo, explodindo ainda a uma altitude de 5 a 10 km da superfície. Essa teoria é a mais aceita pelo fato de uma cratera não ter sido encontrada. É dito que a provável velocidade de entrada da rocha espacial era de mais de 50 mil km/h, além de explodir a uma temperatura de 25 mil °C. É estimado que eventos do tipo ocorram a cada 300 anos. Há outras teorias que falam da presença de extraterrestres, explosões de gás natural e etc, mas nunca tiveram evidências científicas sólidas.

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