5 fatos sobre Djalma Santos

Conheça melhor a história deste grande craque brasileiro

 

1 – No dia 27 de fevereiro de 1929 nascia um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos. Dejalma dos Santos, mais conhecido como Djalma Santos, foi um lateral direito que jogou 4 Copas do Mundo pela Seleção Brasileira, tendo conquistado duas delas. Natural de São Paulo, vinha de família humilde, começando a trabalhar como sapateiro muito jovem. Iniciou sua jornada no futebol no time amador do seu bairro. Por perceber o talento do filho,  o levou para fazer testes no Corinthians, onde não foi aprovado. Sofreu um acidente em uma prensa no trabalho, que o deixou incapacitado de fazer certos movimentos.

 

O primeiro clube de Djalma Santos foi a Portuguesa de Desportos, da cidade de São Paulo 

 

2 – Em 1948, aos 19 anos, foi aprovado na Portuguesa. Nesse primeiro ano fez um trato com seu patrão, que o deixava treinar na Lusa e à noite trabalhar como sapateiro. Começou como meio-campo, mas no ano seguinte foi deslocado para a lateral-direita por causa da contratação do meia Brandãozinho. A partir deste momento nascia uma lenda. Por conta do acidente na mão, conseguia reunir mais força do que o habitual no arremesso lateral, o que permitia que lançasse a bola dentro da área. Essa técnica é muito usada hoje em dia, mas na época, Djalma Santos era um precursor.

 

Djalma Santos atuou pela Seleção Brasileira em 4 Copas, sendo o melhor lateral-direito da competição por 3 vezes

 

3 – Na Portuguesa de Desportos atuou por 434 jogos, entre 1948 e 1959. Fez 33 gols por sua passagem, formando o maior time da história do clube, que conseguiu vencer por duas vezes o Torneio Rio-São Paulo (1952 e 1955). Foi convocado para a Copa de 1954, onde atuou ao lado do seu companheiro de time Julinho Botelho, considerado o craque do Brasil. No torneio fez um gol de pênalti nas quartas-de-final contra a Hungria de Puskas, seleção favorita ao título do torneio. A Seleção Brasileira saiu derrotada por 4×2. Foi convocado novamente em 1958. Reserva durante toda a competição, foi titular justamente na final contra a Suécia. O titular De Sordi estava contundido. Djalma jogou demais: em apenas 90 minutos jogados foi considerado o melhor lateral-direito da competição.

 

Seu segundo e mais vitorioso time na carreira foi o Palmeiras

 

4 – Em 1959 se transferiu para o Palmeiras. Já tinha 30 anos, mas sua vitalidade era impressionante. No clube alviverde atuou por 498 partidas, de 1959 a 1968. Participou da famosa Academia do Futebol, o famoso time palmeirense que dava aula às outras equipes por conta da sua técnica. Integrou o primeiro time classificado dessa forma, que contada com seu companheiro antigo Julinho, Ademir da Guia, Vavá e Djalma Dias. Posteriormente integrou o time que contava com Ademir, Dudu e Servílio. Pelo Palmeiras ganhou 3 Campeonatos Paulistas (1960, 1963 e 1966), um Torneio rio-São Paulo (1965) e 3 Campeonatos Brasileiros (2 Taças Brasil [1960 e 1967] e 1 Robertão [1967]). Titular na Copa de 1962, viu o Brasil se sagrar bicampeão. Novamente estava entre os 11 melhores da competição. Convocado para a Copa de 1966, fez parte do fiasco brasileiro na Inglaterra. Já tinha 37 anos de idade.

 

Djalma encerrou sua carreira como uma lenda do futebol brasileiro

 

5 – Aos 39 anos de idade, em 1968, Djalma se transferiu para o Atlético Paranaense, onde jogou até 1971. Foi campeão paranaense em 1970. Se aposentou aos 41 anos de idade. Encerrou a carreira sendo considerado por muitos o maior lateral-direito da história do futebol. Em sua longa jornada nunca foi expulso. Junto a Franz Beckenbauer, foi escolhido para a seleção ideal da Copa do Mundo em 3 oportunidades. Após a aposentadoria tentou ser técnico, mas não obteve o mesmo sucesso. Faleceu de parada cardiorrespiratória em 2013, aos 84 anos.

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