5 fatos sobre Guimarães Rosa

Conheça mais sobre esse importante literato brasileiro

 

1 – Infância e juventude

João Guimarães Rosa foi um escritor, diplomata e médico brasileiro, considerado um dos melhores literatos da história do Brasil. Natural de Cordisburgo em Minas Gerais, era filho de comerciantes locais. Aos 10 anos foi morar em Belo Horizonte, onde concluiu seu ensino médio. Seus estudos nos melhores colégios da capital mineira foram pagos por um tio. Em 1925, com apenas 16 anos, entrou na faculdade de Medicina na Universidade de Minas Gerais, formando-se cinco anos mais tarde.

 

Guimarães Rosa em 1952.

 

2 – Crescimento profissional

Um pouco antes de se formar, casou-se com Lígia Cabral Pena, com quem teve duas filhas. Graduado, foi exercer a profissão em Itaguara, no interior do estado. Neste local começou a ter as suas primeiras inspirações sobre o sertão, principal tema de seus livros. Em 1932 retornou para Belo Horizonte, onde foi médico voluntário na Revolução Constitucionalista.  Em 1933 passa no concurso da Força Pública de Minas Gerais (atual Polícia Militar), ficando dois anos no cargo de Oficial Médico em Barbacena. No ano seguinte, Guimarães Rosa tomou o passo final da carreira: foi aprovado em um concurso para a carreira diplomática.

 

Posse de Guimarães Rosa na ABL, 1967. Arquivo Nacional.

 

3 – Vida fora do país

Entre 1934 e 1938 viveu na Alemanha, Colômbia e França. Porém, neste meio tempo, participou de um prêmio da Academia Brasileira de Letras, no qual venceu em primeiro lugar com a coletânea de poemas “Magma”. No período de 1938 a 1944 se tornou cônsul-adjunto em Hamburgo. Neste cargo conheceu Aracy de Carvalho, sua segunda esposa e uma figura ilustre em Israel por ter permitido a entrada de diversos no Brasil na época da perseguição nazista na Alemanha. Quando o Brasil declarou guerra à Alemanha, Guimarães Rosa foi detido e libertado após troca por diplomatas alemães.

 

 

Saga – radical de origem germânica      ( “canto heróico”, “lenda”)
Rana – vem da língua indígena            (“à maneira de” ou “espécie de”)

 

4 – Florescimento literário

Após a sua soltura foi trabalhar em Bogotá, capital colombiana. Em um contexto de mudança para Paris, Guimarães Rosa publicou “Sagarana” (1946), absoluto sucesso de público e crítica e que trazia um novo estilo de escrita para a literatura brasileira. Em 1951 retornou definitivamente para o Brasil, onde faz uma longa excursão para o pantanal e pelas terras onde passou a infância. Nestes locais aprendeu mais sobre a vida e a cultura do sertanejo. Em 1956 apresentou duas de suas principais obras, “Corpo de Baile: Noites do Sertão” e “Grande Sertão: Veredas”. Nestes dois livros, que somados totalizam mais de 1400 páginas, o escritor demonstrou toda a sua genialidade ao utilizar a linguagem realmente usadas pelos moradores do sertão, apresentando neologismos e grandes variações linguísticas.

 

Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa

 

5 – Últimos anos

Publicou alguns livros durante a década de 60, sempre com a temática regionalista e o Realismo mágico bem característicos dele. Mesmo promovido a embaixador preferiu não sair do Brasil, indo morar no Rio de Janeiro. Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1963, só foi tomar posse em 1967. Três dias após a cerimônia faleceu por conta de um infarto, aos 59 anos de idade. João Guimarães Rosa é considerado um dos mais inovadores escritores brasileiros de todos os tempos. Se destacou na 3° geração do Modernismo no Brasil. Pouco antes de morrer concorreu ao Prêmio Nobel de Literatura (saiba mais aqui), mas não teve êxito.

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