5 fatos sobre José de Anchieta

Conheça mais sobre esse famoso jesuíta

 

1 – José de Anchieta foi um religioso jesuíta com grande papel na catequização de tribos indígenas no Brasil, além de ter relevante atuação na colonização do Sudeste brasileiro. Nascido nas Ilhas Canárias, possessão espanhola, em 19 de março de 1534, era filho de uma família nobre. Eram descendentes dos conquistadores do arquipélago da Espanha.

 

Casa nativa de José de Anchieta em San Cristóbal de La Laguna (Tenerife).

 

2 – Estudou na cidade natal até os 14 anos, posteriormente estudando na Universidade de Coimbra (saiba mais aqui). Com apenas 16 anos se candidatou para entrar na Companhia de Jesus, congregação criada no ano do seu nascimento. Por sinal, José de Anchieta era parente distante do fundador dos jesuítas, Inácio de Loyola (entenda melhor aqui). Esse parentesco vinha da parte paterna. Em 1551 se tornou noviço e dois anos depois foi enviado em uma missão para o Brasil.

 

“Evangelho nas Selvas”, por Benedito Calixto (1893). Pinacoteca do Estado de São Paulo. José de Anchieta pregando o evangelho próximo a uma jaguatirica.

 

3 – Com apenas 19 anos chegou em terras brasileiras. Veio com a armada do segundo governador-geral do Brasil, D. Duarte da Costa. Chegou em Salvador, mas pouco tempo depois foi designado para atuar na Capitania de São Vicente. Logo em seguida começou seu contato com as tribos nativas. Em pouco tempo avança do litoral para o interior e funda o Colégio Jesuíta em Piratininga, que se tornaria o embrião da cidade de São Paulo. Junto com outros padres jesuítas, José de Anchieta batizou a escola de catequização em homenagem ao santo durante uma missa. 25 de janeiro de 1554 é a data oficial da fundação da capital paulista.

 

“Anchieta e Nóbrega na cabana de Pindobuçu”, por Benedito Calixto (1927). Acervo do Museu do Ipiranga. A pregação de jesuítas como Anchieta e Nóbrega no Brasil foi uma inculturação recíproca entre a influência do cristianismo para as crenças e costumes dos nativos, utilizando elementos da cultura indígena como uma melhor forma de ensinar a doutrina cristã para eles.

 

4 – Na década seguinte ajudou na luta contra as invasões francesas no Rio de Janeiro (saiba mais aqui). Inclusive, é dito que o padre lutou contra os invasores. Também teve fundamental importância nas negociações com os índios tamoio, que haviam se aliado com os franceses. Em 1566, aos 32 anos, foi ordenado sacerdote. Após 24 anos morando no Brasil (1677), José de Anchieta é designado o provincial jesuíta (mais alto cargo da Companhia de Jesus) na colônia portuguesa. Nesse período, colaborou na fundação de diversos colégios e aldeias pelo território brasileiro. Se destacam suas ações em Olinda, Rio de Janeiro, Santos, São Paulo e Reritiba (atual Anchieta), no Espírito Santo.

 

Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil, 1595, de José de Anchieta.

5 – Após 10 anos como provincial, o religioso espanhol pediu dispensa do cargo. Foi nomeado diretor do colégio jesuíta em Vitória, Espírito Santo. Em 1595 se aposentou e foi passar seus últimos dias em Reritiba, onde morreu em 1597 aos 63 anos de idade. José de Anchieta, além do papel de catequização e colonização, foi a primeira pessoa a criar uma gramática da língua Tupi (1595). Também escreveu poemas e ensaios religiosos, além de livros sobre as terras brasileiras. Dentre suas obras se destaca uma epopeia escrita sobre os feitos de Mem de Sá, governador-geral do Brasil de 1558 a 1572. O religioso foi beatificado em 1980 e canonizado pelo Papa Francisco em abril de 2014.

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