5 fatos sobre Luís da Câmara Cascudo

Saiba mais sobre este importante intelectual brasileiro

 

1 – Natural de Natal, Luís da Câmara Cascudo foi um importante historiador, antropólogo e jornalista brasileiro. Nascido em 30 de dezembro de 1898 em uma família abastada da capital potiguar, foi um grande estudioso da cultura e do folclore brasileiros. Na juventude, desistiu de Medicina e começou a trabalhar no jornal de propriedade do seu pai “A Imprensa”. Em 1921 publicou se primeiro livro “Alma Patrícia”, um estudo crítico de autores potiguares. Entre 1924 e 1928 cursou Direito em Recife (saiba mais aqui).

 

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Câmara Cascudo em 1928, na data da sua colação de grau

 

2 – Em 1929 Câmara Cascudo se casou e dessa união teve dois filhos. Na década de 30 foi um grande opositor da influência comunista no Brasil. Por algum tempo fez parte do Movimento Integralista (movimento nacionalista ultraconservador brasileiro, inspirado no fascismo [saiba mais aqui]). Logo se desiludiu com o Integralismo e na ditadura militar chegou a ajudar perseguidos políticos, mesmo não concordando com a ideologia socialista/comunista.

 

3 – Foi cronista e articulista em alguns jornais brasileiros, com destaque para seu trabalho nos periódicos “A República” e “Diário de Natal”. Na década de 40 iniciou seu estudo mais profundo acerca do folclore e cultura brasileiros. O seu ápice foi o lançamento de Dicionário do Folclore Brasileiro em 1954, obra seminal reconhecida internacionalmente.

 

Câmara Cascudo na biblioteca da sua casa na década de 70

 

4 – Ainda foi um historiador muito competente, escrevendo diversos livros e artigos sobre a história do Rio Grande do Norte e das invasões holandesas no Brasil. Na década de 50 também se tornou professor de Direito na UFRN. Na década de 60 fez uma longa viagem à África, onde pôde perceber as influências da culinária africana nos hábitos alimentares brasileiros.

 

5 – Câmara Cascudo fez grandes estudos etnográficos e publicou diversos trabalhos acerca de suas descobertas e dados. Sua extensa obra somou 31 livros sobre o folclore brasileiro. Publicou mais de 3000 mil textos de qualquer espécie em sua vasta carreira. Trabalhou e pesquisou até a sua morte, ocorrida em julho de 1986, quando tinha 87 anos de idade.

 

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Fonte: Editora Itatiaia
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