5 fatos sobre o Genocídio Armênio

Conheça mais sobre esse período sombrio da história

 

1 – Em 24 de abril de 1915, cerca de 250 intelectuais e políticos armênios que viviam em Constantinopla (atual Istambul) foram presos e enviados para centros de detenção. Muitos foram mortos e outros extraditados. Nos dias seguintes, todos os líderes dessa etnia começaram a serem perseguidos pelo Império Otomano, como forma de castração dos ideais de independência do povo armênio. Esse fato marcou o início do que ficou conhecido como Genocídio Armênio.

 

 

As seis províncias armênias do Império Otomano.

 

2 – O evento conhecido como Domingo Vermelho se tornou um marco de um dos maiores extermínios em massa da história da humanidade. Entre os antecedentes que levaram ao acontecimento do Genocídio, estão: o fato dos armênios serem uma minoria no Império Otomano, a negativa de muitos líderes e intelectuais da etnia em relação a se alistar no exército otomano para a Primeira Guerra Mundial e os anseios de independência da Armênia ante os turcos.

 

Armênios escoltados por soldados otomanos marchando da cidade de Harput (atual Elazığ) para um campo de prisioneiros.

 

3 – Em 1914, alguns armênios ajudaram os russos em uma vitória sobre os otomanos, o que fez o Ministro da Guerra turco decretar que a culpa pela derrota havia sido dos dissidentes da Armênia. No início de 1915, todas as tropas armênias foram desmobilizadas e enviadas para serviços burocráticos e de logística. Também houve eventos na cidade de Van, em que o governador do local pediu que 4 mil soldados de origem armênia fossem entregues. Sabendo que o gestor queria apenas enviar para o abate todos os homens capazes do lugar, os armênios resistiram aos ataques turcos por dias, até um general russo intervir. Esse fato motivou a prisão e execução de centenas de políticos e intelectuais armênios por todo o Império, como citado anteriormente como estopim para o Genocídio.

 

Resistência armênia na cidade de Van. A Resistência de Van foi um dos raros casos em que os armênios conseguiram defender-se das forças turcas.

 

4 – As tensões aumentaram ainda mais com a promulgação da Lei Tehcir, que determinava a deportação dos armênios que viviam no território do Império otomano, além do confisco dos seus bens. Com esse decreto, várias pessoas foram expulsas ou levadas para países vizinhos sem qualquer condição de subsistência. Desse modo, milhares de pessoas morreram de fome, no que ficou conhecido como marchas da morte. Foram relatados mais de 20 campos de extermínio em locais de fronteira.

 

Intelectuais armênios assassinados em 24 de abril de 1915.

5 – Até o fim da Primeira Guerra, espiões e soldados dos inimigos dos turcos presenciaram verdadeiros massacres focados na limpeza étnica. Entre os crimes do Genocídio estão: queimar pessoas vivas, afogamentos, matar crianças com overdose de morfina, uso de gás tóxico e infestação de cidades e prédios com febre tifóide. Os relatos são assustadores e o número de mortos é cotado entre mais de 800 mil e quase 2 milhões de armênios. Esse extermínio é uma prova dos rumos que a humanidade não pode mais seguir, por isso é necessário noticiar os horrores que ocorreram com a etnia armênia.

 

Oficial turco exibindo um pão, para provocar crianças armênias famintas (1915).
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