5 fatos sobre o incêndio na boate Kiss

Conheça mais sobre esse evento polêmico

 

1 – O incêndio na boate Kiss foi a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, matou 242 pessoas e feriu 680 outras numa discoteca da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O incêndio ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 e foi causado por um sinalizador disparado no palco em direção ao teto por um integrante da banda que se apresentava no local.

 

Cartaz de divulgação da festa.

 

2 – A imprudência e as más condições de segurança foram certamente condicionantes do acontecido. Fez-se uma investigação para a apuração das responsabilidades dos envolvidos, dentre eles os integrantes da banda, os donos da casa noturna e o poder público. O incêndio iniciou um debate no Brasil sobre a segurança e o uso de efeitos pirotécnicos em ambientes fechados com grande quantidade de pessoas.

 

Bombeiros tentam debelar o incêndio na boate Kiss.

 

3 – A responsabilidade da fiscalização dos locais também foi debatida na mídia. Houve manifestações na imprensa nacional e mundial, que variaram de mensagens de solidariedade a críticas sobre as condições das boates no país e a omissão das autoridades.

 

Local da boate Kiss.

 

4 – O caso da boate Kiss foi uma grande sequência de erros e omissões dos poderes públicos. O inquérito policial apontou muitos responsáveis pelo acidente, mas poucos foram denunciados pelo Ministério Público à Justiça. O inquérito policial-militar, por sua vez, foi condescendente com os bombeiros envolvidos no caso. A Justiça instaurou um processo e começou a ouvir depoimentos como preparação para o julgamento, porém os sobreviventes e parentes dos mortos receavam que a impunidade fosse a tônica do evento criminoso.

 

Habitantes de Santa Maria fazem passeata em homenagem às vítimas.

 

5 – Um dos maiores problemas do pós-tragédia foi pouco discutido: a falta de um antídoto específico para o cianeto quantificado no organismo dos sobreviventes. Assim, a falta do antídoto específico (hidrocobalamina) no país e, o despreparo clínico para tratamento de intoxicados, em um uma tragédia, contribuiu com certeza para o prognóstico dos sobreviventes. Os pacientes receberam de forma equivocada “Rubranova” que é uma forma da vitamina B12 (cobalamina) que contém “ciano”. Assim, um duplo erro se estabeleceu nos cuidados aos intoxicados.

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