6 curiosidades sobre Joana d’Arc

Conheça mais sobre essa heroína francesa

 

1 – Joana d’Arc (Jeanne em francês) foi uma heroína francesa do período da Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra. Nasceu provavelmente em 6 de janeiro de 1412. Filha de camponeses, aos 13 anos começou a ouvir vozes. Segundo ela, três santos da Igreja Católica a diziam para manter a fé e ajudar o delfim (príncipe herdeiro da França): São Miguel Arcanjo, Santa Catarina de Alexandria e Santa Margarida de Antioquia.

 

Joana d’Arc na Coroação de Carlos VII

 

2 – Joana tinha características que a marcaram na França: era extremamente religiosa e determinada. É dito que era ruiva. Por ser do campo, nunca teve estudo. Com 15 anos as vozes que escutava a disseram que deveria acabar com o cerco inglês em Orleans, levar o príncipe para ser coroado na cidade de Reims, expulsar os inimigos de Paris e libertar o Duque de Orleans que fora feito prisioneiro.

 

Joana d’Arc, na sede de Orleans. A pintura é uma representação altamente romantizada.

 

3 – É preciso dizer que no período de vida de Joana d’Arc, a França vivia uma guerra civil motivada pela sucessão real. Por um lado os Armagnacs (lado que a heroína francesa apoiava) e os borguinhões (aliados dos ingleses). Após receber as instruções das vozes, a jovem buscou uma guarnição armagnac e pediu para ser levada ao encontro do delfim. Obviamente foi ridicularizada e desprezada, mas sua persistência fez o comandante local a levar para a cidade de Chinon, onde o príncipe estava escondido.

 

Joana d’Arc reconhecendo Charle VII entre a multidão.

 

4 – Mesmo com muitas descrenças e averiguações, os nobres franceses decidiram escutar Joana. Muitos testes de sanidade, além de provas da sua virgindade foram feitos. A jovem pediu a Carlos VII (o delfim) um exército para libertar Orleans. Nesta época ela tinha apenas 16 anos. Munida de um estandarte e uma espada, Joana liderou as tropas francesas em uma longa batalha. Mesmo com sua fama de guerreira sendo elevada, muitos estudiosos apontam que a heroína francesa quase nunca entrou em combate, utilizando mais da sua presença e dos seus discursos para aumentar o moral dos soldados. Também tinha participação central nas discussões das táticas que o exército usaria no campo de batalha.

 

Estátua de Joana d’Arc

 

5 – A guerreira ganhou grande fama na França em poucos meses. Todas as batalhas em que ela estava, o exército francês vencia. Com esse status, Joana convenceu Carlos VII a ir para a cidade de Reims, local histórico da coroação dos reis franceses. A presença da heroína e um novo rei, ajudou na reação francesa. Neste período, a França estava quase que completamente dominada por ingleses e borguinhões. Numa tentativa de reconquistar Paris, Joana d’Arc foi ferida por uma flecha e ficou vários meses se recuperando.

 

 

Joana d’Arc prestes a ser queimada no poste

6 – Na primeira cidade que tentou libertar no seu retorno aos campos de batalha, Joana foi capturada por soldados borguinhões e vendida aos ingleses. Na cidade de Rouen (Ruão em português), a heroína francesa foi examinada, interrogada e julgada. Desde o modo como se vestia (armadura ou roupas masculinas) e as vozes, ela foi acusada de feitiçaria e heresia. Em maio de 1431, com apenas 19 anos, Joana d’Arc foi queimada viva em praça pública. Em 1456 ela foi perdoada formalmente pelo papa. No século 19, com o crescimento do nacionalismo, sua imagem foi relembrada no território francês. Isso ajudou no seu processo de beatificação e canonização pela Igreja Católica em 1920. Atualmente, é a santa padroeira da França.

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