6 curiosidades sobre Madame Lebrun

Conheça melhor esta importante pintora francesa

 

1 – Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun foi uma pintora francesa nascida em 16 de abril de 1755. É considerada por muitos a principal artista do tipo no Século 18, visto que não era tão comum que mulheres pintassem profissionalmente nesta época. Natural de Paris, era filha de um pintor e de uma cabeleireira, Aos 6 anos foi enviada para um convento, para estudar no internato. Com a morte do pai e o casamento da mãe com um rico joalheiro, voltou para a capital francesa após 5 anos.

 

Auto-retrato

 

2 – Foi apadrinhada pela mulher do Duque de Orleans, regente à coroa francesa. Esse fato a fez entrar em contato com diversos artistas famosos do período. Já adolescente trabalhava de maneira profissional, fazendo principalmente retratos da nobreza e da burguesia de Paris. Por não ter autorização, seu ateliê foi fechado. A futura Madame Lebrun teve que entrar na Académie de Saint-Luc, que a recebeu de forma fria, visto que era um ambiente dominado por homens. Esse fato ocorreu em 1774, quando tinha apenas 19 anos de idade.

 

Auto-retrato com a filha Julie

 

3 – Casou-se em 1776 com Jean-Baptiste-Pierre Le Brun, de quem herdou o sobrenome. Ele também era pintor, além de ser um famoso negociante de artes. Após o nascimento da primeira filha, Julie, Lebrun e o marido visitaram os países Baixos e a Bélgica. Seu marido era uma grande entusiasta de suas pinturas, sempre organizando exposições e mostras com seus quadros. Na Holanda, pintou um retrato de Guilherme, que se tornaria rei daquele país posteriormente.

 

Retrato de Maria Antonieta, rainha da França. Madame Lebrun foi a retratista oficial dela por quase uma década

 

4 – Com a carreira consolidada, Madame Lebrun foi convidada pela família real francesa para ser a retratista oficial de Maria Antonieta, rainha da França. Com a ajuda de sua madrinha e da rainha, se tornou membra da Academia Real de Pintura e Escultura. Ela era mais do que capacitada para se encontrar ali, mas por ser uma das poucas mulheres, suas obras e sua presença sempre foram recebidas de maneira fria. Em 1789, às vésperas da Revolução Francesa, foi substituída no cargo que ocupava. Quando a revolta eclodiu, fugiu da França por medo, já que era bastante próxima da família real.

 

Retrato de Maria Antonieta e suas crianças

 

5 – Nos anos seguintes morou na Itália, Áustria e Rússia. Junto à realeza russa conseguiu diversos trabalhos com membros da nobreza local. Em todos esses locais se tornou membra das Academias de Belas Artes. Ficou triste quando sua filha se casou com um jovem nobre russo. Em 1804 foi autorizada por napoleão a retornar a França. No entanto, Madame Lebrun não ficou parada: viajou para a Inglaterra e Suíça em busca de trabalho junto aos nobres e burgueses.

 

 

Seu último auto-retrato conhecido, quando tinha 45 anos em 1800.

 

6 – Morou por 10 anos no norte da França, na cidade de Louveciennes, até ter que voltar a Paris por conta de uma guerra. Viveu bem na capital francesa até sua morte por problemas cardíacos em 1842. Tinha 86 anos de idade. Madame Lebrun foi uma desbravadora das artes em uma época em que as mulheres eram legadas apenas a serem donas de casa. Pintou mais de 600 retratos e 200 paisagens, além de fazer parte de Academias de Belas Artes de 10 cidades diferentes.

 

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