6 fatos sobre o desastre aéreo de Tenerife

Conheça mais sobre esse tragédia aérea  

 

1 – Em 27 de março de 1977 ocorreu o pior acidente aéreo da história da humanidade. Por uma série de razões, dois Boeing 747 se chocaram no Aeroporto de Los Rodeos, na ilha de Tenerife, Espanha. O desastre ocorrido no Arquipélago das Canárias matou 583 pessoas e deixou 61 feridos. Vamos aos fatos causadores dessa tragédia.

 

Momento do choque das duas aeronaves.

 

2 – Tudo começou com um ataque terrorista no Aeroporto de Las Palmas, capital da ilha vizinha de Gran Canária. Um movimento separatista explodiu uma bomba no local, não ferindo ou matando ninguém, mas a ação motivou o fechamento do aeródromo. Isso fez com que os voos com destino a Gran Canária fossem enviados para Tenerife. Para completar, o Aeroporto de Los Rodeos é cercado por montanhas, o que auxilia na formação de nevoeiros.

 

O Boeing 747-206B registro PH-BUF da KLM envolvido no acidente. Foto de março de 1977.

 

3 – Com esses acontecimentos, dois “Jumbos” Boeing 747 – um da KLM (empresa holandesa) e outro da Pan Am (empresa americana) – foram transferidos para Los Rodeos e estavam estacionados nas pistas do lugar. Um avião (KLM 4805) vinha de Amsterdam e a outra aeronave (PAA 1736) de Los Angeles. A equipe da torre de controle do aeródromo não estava acostumada em receber tanto tráfego aéreo e se desdobrava em atender a demanda. O avião holandês tinha 235 passageiros e 14 tripulantes, enquanto o americano 394 pessoas.

 

Esquema da colisão das duas aeronaves. A estrela em vermelho indica o local exato da colisão.

 

4 – As duas aeronaves estavam estacionadas próximas uma da outra. As duas haviam recebido comandos para se prepararem para a decolagem, mas ela não havia sido autorizada ainda. O comandante do voo holandês não atendeu os pedidos e quis decolar mesmo sem a permissão oficial. O nevoeiro não permitiu a manobra correta do avião norte-americano, então ele ficou na mesmo pista que o da KLM. Desse modo, a baixa visibilidade só permitiu que o capitão holandês visse a aeronave da Pan Am apenas a uns 60 metros de distância, o que não permitiu uma manobra evasiva. O Boeing 747 da companhia holandesa logo explodiu após o impacto, o da empresa americana teve o bico arrancado, não explodindo de imediato.

 

Fotos do local instantes depois do acidente. Fonte: Cabuloso

 

5 – O co-piloto e cerca de 60 pessoas conseguiram pular do avião norte-americano, fato que causou várias fraturas de braços e pernas, visto a altura em que saltaram (aproximadamente 4 metros de altura). Pouco tempo depois, a aeronave da Pan Am explodiu também. Por conta do nevoeiro, só minutos depois foi possível perceber os aviões em chamas na pista. Também é noticiado que a comunicação mútua dos dois voos com a torre de comando ocasionou interferência nas cabines, o que não permitiu a percepção das manobras que os dois pilotos faziam.

 

Fotos do local instantes depois do acidente.

6 – Quando o resgate foi iniciado, foi percebido que o trem de pouso do Boeing 747 da KLM havia partido em 3 partes o da Pan Am. O avião holandês se desintegrou quase que completamente. Todos os seus passageiros morreram, enquanto na aeronave norte-americana houve 61 sobreviventes da tragédia. Esse desastre é considerado o maior da história da aviação comercial e foi responsável por mudar protocolos e regras de segurança em todo o mundo.

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