7 fatos sobre o padre Antônio Vieira

Saiba mais sobre este importante religioso e escritor barroco do século 17

 

1 – Natural de Lisboa, padre Antônio Vieira nasceu em 6 de fevereiro de 1608. Ficou conhecido por seu papel como escritor, orador e filósofo do período Barroco. Por conta do emprego do pai veio morar no Brasil ainda criança. Recebeu educação sacerdotal, entrando na Companhia de Jesus (jesuítas) em 1623, com 15 anos.

 

Padre Antônio Vieira foi um dos grandes expoentes do Barroco na língua portuguesa

 

2 – Com a invasão holandesa na Bahia em 1624, partiu para o interior e começou a evangelizar tribos indígenas e vilas afastadas. No ano seguinte fez os votos de pobreza e castidade, iniciando os estudos para se tornar sacerdote. Nesse período estudou Teologia, Física, Lógica, Matemática e Metafísica. Em 1627 foi morar em Olinda, onde foi professor de Retórica por alguns anos. Em dezembro de 1634 se tornou padre.

 

3 – Quando foi ordenado sacerdote sua fama de grande orador já era grande em Salvador. Polêmico para a época, é noticiado que ele defendia a entrega do Nordeste Brasileiro aos holandeses, que invadiram Pernambuco e se expandiram entre 1630 e 1654. Antônio Vieira dizia que Portugal gastava muito mais com as províncias nordestinas do que lucrava. Rejeitado após suas declarações, foi para Lisboa em 1641, fazendo parte de uma comitiva diplomática.

 

Estátua do padre Antônio Vieira em  Lisboa

 

4 – Na metrópole, se tornou figura de confiança do rei D. João IV, que o tornou embaixador encarregado de negociar com os holandeses a devolução do Nordeste do Brasil. Por conta de sua política conciliatória, inclusive pregando a aceitação de judeus e judeus convertidos (cristãos-novos) em Portugal, Vieira começou a receber forte oposição. Segundo o padre, os judeus que seriam aceitos no reino serviriam para trazer investimentos e riqueza para o país.

 

5 – Por conta de suas inimizades retornou ao Brasil em 1653, para liderar a missão jesuíta nas províncias do Maranhão e do Grão-Pará. Desde o início lutou contra a escravidão indígena nesses lugares, ganhando inimigos entre os senhores de engenho. Seus sermões em São Luís são considerados marcantes. Em 1661 retornou para Portugal após ameaças de morte por parte dos escravocratas maranhenses.

 

Seu papel na catequização de indígenas no Maranhão e Grão-Pará ficou marcado. Ele também pregava o fim da escravidão dos nativos

 

6 – De volta a Lisboa, se aproximou novamente da família real, mas com a sucessão perdeu espaço e ainda foi acusado pela Inquisição por heresia, por ter se aproximado do Sebastianismo (saiba mais aqui). Foi julgado e preso, se tornando cativo em um convento entre 1665 e 1668. Perdoado, se mudou para Roma no ano seguinte, onde viveu por 6 anos. Usando sua grande oratória, convenceu o papa e os cardeais presente no Vaticano que o liberasse totalmente de suas condenações e ainda conseguindo muitos aliados contra a Inquisição Portuguesa, a qual considerava prejudicial para o reino. Atingiu seu objetivo: o papa suspendeu as atividades inquisitoriais do Santo Ofício entre 1675 e 1681. Já idoso, alegou problemas de saúde e retornou ao Brasil.

 

7 – Nos seus anos finais dedicou-se à literatura, editando seus sermões e cartas para publicação. No total, 19 volumes foram necessários para abrigar a obra completa do padre Antônio Vieira. Por volta de 1694, já bastante doente, não conseguia mais escrever. No mesmo ano perdeu a voz, calando sua famosa oratória. Morreu em Salvador em 1697, quando tinha 89 anos de idade. Seus sermões e cartas quando publicados foram aclamados no Brasil e na Europa. Acabaram sendo classificados como grandes expoentes da literatura barroca na língua portuguesa.

 

Diversas obras foram escritas a partir dos sermões e cartas do padre Antônio Vieira. Fonte: CustoJusto.pt
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