7 fatos sobre o último Imperador da China

Descubra como foi essa interessante história de vida

 

1 – O último imperador da China se chamava Pu Yi, nasceu em 1908 e reinou por apenas quatro anos, quando uma revolução derrubou a monarquia e implantou a República em 1912. Era conhecido oficialmente como Imperador Xuantong. Fazia parte da Dinastia Qing (ou Manchu). Faleceu em 17 de outubro de 1967.

 

Pu Yi (Xuantong) com 2 anos

 

2 – Em 1917 retornou ao poder por apenas 12 dias, após uma revolta em prol da volta do período monárquico ter sido mal-sucedida. Em 1924 fugiu após as tropas lideradas pelo Kuomintang (saiba mais aqui) invadirem a Cidade Proibida em Pequim. Se estabeleceu em Tianjin, que na época era dominada pelos japoneses.

 

3 – Como dito antes, Pu Yi foi o último Imperador da China e da Dinastia Qing. Os Qing vieram de uma região do nordeste chinês chamada Manchúria, próxima à Mongólia e a Sibéria. Derrubaram a Dinastia Ming em 1644 e permaneceram no poder até 1912.

 

Território máximo da Dinastia Qing em amarelo

 

4 – Com a invasão japonesa da Manchúria em 1931, antigos oficiais do Império Qing exilados pelo novo governo chinês apoiaram a dominação do Japão e criaram um Estado-fantoche chamado Manchukuo. Em 1934 Pu Yi foi alçado ao cargo de “Imperador” deste território, permanecendo no posto até a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, em 1945.

 

5 – Entre 1945 e 1949 foi feito prisioneiro dos russos e enviado com todos os familiares para a Sibéria. Após esse período foi entregue ao novo regime comunista chinês, que havia tomado o poder em 49. Foi condenado por crimes de guerra e ficou encarcerado por 10 anos.

 

Pu Yi foi imperador-fantoche do território de Manchukuo (em verde), dominado pelos japoneses

 

6 – Libertado, trabalhou como jardineiro no Jardim Botânico de Pequim e posteriormente como bibliotecário na capital chinesa. Não deixou descendentes.

7 – Pu Yi teve sua vida relatada no filme O Último Imperador, lançado em janeiro de 1988. Dirigido por Bernardo Bertolucci, a película foi um grande sucesso de público e crítica. A difícil vida do monarca chinês foi retratada de uma forma muito especial pela produção cinematográfica, o que fez com que o filme vencesse 9 Oscar em 88.

 

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