Cristiano Pimentel – Descobrindo

Conheça mais sobre este Procurador do TCE de Pernambuco

 

Nome: Cristiano da Paixão Pimentel
Idade: 37 anos
Profissão: Procurador do Ministério Público de Contas do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE)

 

CONTE-NOS UMA BREVE BIOGRAFIA SUA.

        Nasci na cidade do Rio de Janeiro em 1980 em uma família relativamente humilde, mas que sempre investiu muito na minha educação e no meu preparo. Passei a infância estudando em escola pública e obtive o grau de técnico industrial em eletrônica.

        Consegui aprovação no vestibular para uma Universidade Federal aos 18 anos, e assim que ingressei, busquei prestar concursos públicos. O primeiro que passei foi para escriturário do Banco do Brasil, sendo esse o meu primeiro emprego público. Um ano depois, também por concurso, ingressei no Tribunal Regional Federal, como técnico judiciário no cargo de nível médio.

      Mesmo cursando a faculdade, eu fui capaz de aprender muito no TRF, pois cheguei a ser assessor de Juiz Federal e assessor de Desembargador. Durante a minha faculdade eu orientei meus estudos já para os concursos públicos, no final da graduação, havia sido aprovado em alguns, como: advogado da Caixa Econômica Federal, Procurador da Fazenda Nacional, dentre outros. Nesse mesmo período, estava com 24 anos de idade e tentei concurso público para Procurador do Ministério Público de Contas do TCE de Pernambuco e fui chamado.

      Irá completar 12 anos que estou lá e sempre busquei fazer um trabalho em prol da população e do controle de gastos públicos. Eu acredito que um órgão de controle como esse deve ser concentrado para a eficiência do gasto e do combate à corrupção.

 

 

QUAIS SÃO AS DIFICULDADES PARA SE TRABALHAR NESTE CARGO?

      Infelizmente os órgãos de controle, devido ao volume de corrupção e ao volume de desperdício de recursos públicos que existem, apresentam uma estrutura muito pequena. Mesmo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão longe de terem uma estrutura que atenda a todas as investigações que são necessárias. Como o órgão onde trabalho é estadual, e os estados são muito mais pobres do que a união, essa dificuldade fica maior ainda.

      Na verdade, existem promotores no interior do estado que acumulam duas/três promotorias de cidades diferentes ao mesmo tempo, ou seja, quem tem três prioridades acaba que não tem nenhuma, tanto que há uma grande falta de estrutura, seja no TCE, no Ministério Público do Estado ou seja na Polícia Civil do Estado de Pernambuco, que pedem que todas as investigações sejam feitas com a serenidade e com a especialização necessárias.

 

 

QUAL O IMPACTO QUE SEU TRABALHO TEM PARA O ESTADO DE PERNAMBUCO?

      O trabalho do TCE é procurar ser sempre pedagógico e preventivo. Nenhum órgão de controle deve ter a pretensão de prender ou de perseguir as pessoas. Precisamos sempre ter a boa fé dos prefeitos e vereadores eleitos, dos secretários e dos assessores. Só deve-se partir para medidas mais radicais, como prisão, um processo de ação civil público, ou uma ação de improbidade, quando se tiver comprovado a má fé, a falta de colaboração do gestor.

      Sabe-se que, muitas pessoas ficam com uma visão de que existe uma vontade persecutória do Ministério Público, eu não acredito nisso, acho que o Ministério Público deve estar sempre presumindo a boa fé das pessoas, dos agentes políticos e públicos e só em últimos casos partir para medidas mais duras como prisão ou um processo criminal.

 

 

QUAL A MENSAGEM VOCÊ DIRIA PARA OS QUE ALMEJAM CHEGAR A ESTE CARGO PÚBLICO?

      Acredito que deve-se valorizar os estudos, infelizmente, nessa era de dispersão, de redes sociais, de internet e de muitos divertimentos, a pessoa tem uma facilidade muito grande de se dispersar do seu foco. Mas para você ser um promotor, um procurador, um juiz, é preciso ter que estudar muito, em fins de semana, em feriado. Além disso, deve-se amar a leitura, não somente a leitura jurídica, mas ter uma cultura geral vasta. É preciso que seja feito um esforço muito grande, mas tenha certeza que a pessoa será recompensada, porque as carreiras jurídicas hoje são as melhores carreiras do Brasil, seja na área pública ou privada.

      Aliás, esse foi um dos motivos para eu ter escolhido direito. Admito isso com toda a franqueza, desde pequeno já percebia que essa era a área melhor remunerada, tinha-se o respeito, a estabilidade que a iniciativa privada não tem, mas claro, é necessário sempre ter o senso crítico, pois, já que você pode ter todos esses privilégios, como as pessoas chamam e com toda a razão, você também tem o dever de tentar ao máximo retribuir à sociedade o que você está recebendo. Na verdade, essa que é a minha filosofia de trabalho: retribuir ao povo, especialmente ao povo pobre do nosso estado de Pernambuco, as oportunidades que eles me deram.

 

 

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