6 fatos sobre o Risorgimento

Conheça mais sobre esse importante movimento

 

1 – O Risorgimento foi um movimento na história italiana que buscou entre 1815 e 1870 unificar o país, que era uma coleção de pequenos Estados submetidos a potências estrangeiras. Foi dividido em duas fases, na primeira houve alguns conflitos, enquanto que na segunda concluiu-se o processo de unificação.

 

Mapa animado ilustrando o processo de unificação da península itálica.

 

2 – Na luta sobre a futura estrutura da Itália, a monarquia constitucional, encabeçada na pessoa do rei Vítor Emanuel II, apoiado pelos conservadores liberais, teve sucesso quando em 1859-1861 se formou a Nação-Estado, sobrepondo-se aos partidários da extrema-esquerda, maçons, jacobinos, republicanos e democráticos. A desejada unificação da Itália se deu assim sob a Casa de Saboia, com a anexação de vários Reinos e dos Estados Pontifícios.

 

O Congresso de Viena foi uma conferência entre embaixadores das grandes potências europeias que aconteceu na capital austríaca, entre maio de 1814 e junho de 1815, cuja intenção era a de redesenhar o mapa político do continente europeu após a derrota da França napoleônica na primavera anterior.

 

3 –  Após o Congresso de Viena, com a conferência de paz que se seguiu à derrota de Napoleão, e a liquidação do sistema, a península Itálica ficou dividida e subjugada. As ideias revolucionárias e nacionalistas continuavam propagando-se, incentivadas pelo progresso econômico e o amadurecimento das instituições.

 

Podemos encontrar a palavra Risorgimento já durante o século XVIII, nas obras de Saverio Bettinelli e do Conde Benvenuto Bobbio de S. Raffaele, na qual foi um período histórico que hoje chamamos Renascimento ou um presságio do renascimento literário, onde havia a vontade de subir para o estado-nação a Itália.

 

4 – As ferrovias favoreceram as comunicações e, com elas, a unidade dos diversos Estados. Outro elemento aglutinador era a língua italiana. Os italianos podiam estar separados pelas fronteiras, mas ninguém podia despojá-los do idioma de Dante, Petrarca e Boccaccio. Por outro lado, o romantismo, que se identificou na Itália com o Risorgimento letterario, adquiriu um claro poder político também.

 

Itália entre Vittorio Emanuele II e o Conde de Cavour.

 

5 – O movimento de unificação de Itália foi desencadeado pela revolução de 1848-1849. Após a Revolução de Julho, na França, nacionalistas italianos começaram a apoiar Mazzini e o movimento Jovem Itália. Durante esse período, os revolucionários proclamam pelo menos três repúblicas, a de São Marcos, a Toscana e a República Romana. Essa última república foi proclamada em 09 de fevereiro de 1849, quando o papa Pio IX foi retirado do governo dos teocráticos Estados Pontifícios por uma revolução liberal. Um dos primeiros atos da nova república foi a elaboração de uma constituição que pudesse ser utilizada por uma Itália unida.

 

Dá-se o nome de Revoluções de 1848 ou Primavera dos povos à série de revoluções na Europa Central e Oriental que eclodiram em função de regimes governamentais autocráticos, de crises econômicas, do aumento da condição financeira e da falta de representação política das classes médias e do nacionalismo despertado nas minorias da Europa central e oriental, que abalaram as monarquias da Europa, onde tinham fracassado as tentativas de reformas políticas e econômicas.

 

6 – Em 18 de fevereiro de 1861, Vítor Emanuel II reuniu os deputados de todos os Estados que reconheciam sua autoridade e assumiu, em 17 de março, o título de Rei da Itália “por graça de Deus e vontade da nação“. O Reino da Itália foi governado com base na constituição liberal adotada por seu país no Reino da Sardenha em 1848.

 

Papa Pio IX. Na Concordata de São João Latrão, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, além disso, o Sumo Pontífice receberia uma indenização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso seria obrigatório nas escolas italianas e iria ser proibido a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina.

 

7 – O Papa Pio IX, consciente de sua influência sobre os católicos italianos e desejando conservar o poder da Igreja, recusou as duas ofertas e declarou-se prisioneiro voluntário do Estado italiano. Além disso, proibiu os católicos italianos de votar nas eleições do novo reino. Essa incómoda questão de disputas entre o Estado e a Igreja, chamada Questão Romana, só terminou em 1929, quando o ditador fascista Benito Mussolini, necessitando de apoio da Igreja e dos católicos, assinou com o Papa Pio XI a Concordata de São João Latrão.

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