Morte de D. Sebastião de Portugal

Descubra muito mais sobre a história do rei que assumiu o trono aos 14 anos e teve uma morte misteriosa

 

No dia 4 de agosto de 1578, durante a Batalha de Alcácer-Quibir, o Rei Sebastião de Portugal desapareceu e deixou o trono português sem descendentes. Esse fato ocasionou diversos desdobramentos nos anos, e até nos séculos seguintes. Após esse acontecimento, seu tio-avô, Henrique, assumiu o trono, mas dois anos depois morreu, deixando a coroa para o rei da Espanha, Felipe II. Durante 60 anos Portugal ficou sob o domínio espanhol.

 

A União Ibérica é um período de dominação espanhola no território português. Após a morte de D. Sebastião e D. Henrique, a coroa portuguesa ficou sem herdeiros. Coube ao rei Filipe II da Espanha, neto de um rei português, assumir o trono de Portugal. O controle espanhol durou de 1580 a 1640, quando a nobreza liderou uma revolta, que culminou na coroação de D. João IV, primeiro rei da linhagem de Bragança.

 

D. Sebastião foi coroado rei com apenas 3 anos de idade, mas só assumiu o trono com 14 anos, em 1568. Desde muito jovem pregava que queria expandir o Império Português para o norte da África. A oportunidade surgiu quando um sultão marroquino fora retirado do trono por seu tio, apoiado pelos turcos. O monarca português, vendo a chance de estender os domínios portugueses organizou seu exército e partiu para o Marrocos. Às tropas portuguesas se uniram a mercenários de várias nacionalidades e alguns seguidores do chefe islâmico. Os 25 mil aliados de Sebastião sofreram um massacre do exército adversário, formado por 60 mil homens.

 

Pintura que retrata a Batalha de Alcácer-Quibir

 

Com o desaparecimento e a provável morte do rei português e da maioria da nobreza, uma crise se instalou no país, como já foi dito. Então, nesse momento de extrema dificuldade e perda da independência, surge em Portugal o Sebastianismo, um movimento messiânico que pregava a volta do Rei Sebastião, que libertaria a nação do jugo espanhol. Todos os setores da sociedade tinham muitos adeptos a essa crença profética, principalmente pelo aparecimento recorrente de pessoas que diziam ser o monarca desaparecido. De fato, o sebastianismo foi importante para manter o patriotismo e a vontade de liberdade acesos entre os portugueses.

No Brasil também houve ressonância do culto a D. Sebastião. Do norte ao sul do país houve crenças relacionadas ao rei português. As mais conhecidas ocorreram no Nordeste, como a cidade de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro, que pregava que D. Sebastião voltaria para restabelecer a monarquia no Brasil. Também devem ser destacados o movimento sebastianista em São José do Belmonte-PE, na Pedra do Reino.

 

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