Morte de Lampião e Maria Bonita

Descubra como Lampião e Maria Bonita influenciaram toda a cultura Nordestina.

 

O dia 28 de julho de 1938 ficou marcado na história do Brasil e do Nordeste pela morte de Lampião (Virgulino Ferreira da Silva), Maria Bonita (Maria Gomes de Oliveira) e outros cangaceiros do bando. Emboscados na Grota de Angico(s), os cangaceiros mais famosos foram cruelmente assassinados e decapitados, sendo as cabeças objeto de uma exibição macabra que durou aproximadamente 30 anos.

Lampião, nascido em Serra Talhada-PE, começou cedo no cangaço. Após a morte de seus pais, Lampião e dois irmãos entraram no bando do cangaceiro Sinhô Pereira, no qual ficaram por pouco tempo. A partir de 1922 a fama de Virgulino começa a se espalhar pelo Nordeste, através dos assaltos do seu bando e das invasões aos pequenos povoamentos do interior dos estados nordestinos.

 

 

Maria Bonita, nascida em Paulo Afonso-BA, se uniu a Lampião em 1930, fugindo da fazenda de onde morava com o marido. Ela foi a primeira mulher a entrar efetivamente no cangaço, com participação ativa nas atividades do bando. Após ela, outras cangaceiras se uniram ao grupo que durou até 1938.

Mesmo depois da morte, Lampião e Maria Bonita se tornaram ícones nordestinos, influenciando a cultura regional. A forma que se vestiam, que remetia aos vaqueiros que buscam o gado na caatinga, e o modo corajoso como atuavam juntamente ao seu bando são influentes até hoje. A vida do cangaceiro, e principalmente dos dois mais famosos se tornou inspiração para diversos filmes, livros e contos populares. Ainda que a ideia de um Robin Hood do Nordeste não seja correta, é inegável a importância do casal de cangaceiros, e do cangaço em si, para a história brasileira.  

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