Nascimento de Alexander Fleming

Descubra quem é esse indivíduo que mudou o mundo para sempre.

 

A vida de Alexander Fleming foi repleta daqueles velhos clichês encontrados em livros e filmes. No caso do cientista inglês, nascido no dia 6 de agosto de 1881, que morou em uma fazenda até a adolescência e fazia parte de uma família de oito irmãos, a sorte virou aos 20 anos quando entrou na faculdade de medicina em Londres.

Nos anos posteriores colaborou em pesquisas laboratoriais contra a sífilis, além de participar da Primeira Guerra Mundial como integrante dos Corpos Médicos. Enquanto estava na guerra começou a se interessar na melhoria dos tratamentos de ferimentos infeccionados. Em 1921, descobriu a lisozima, uma proteína produzida pelos animais e presente em secreções corporais. Essa enzima ajuda o sistema imunológico, impedindo a proliferação de algumas bactérias comuns.

Essa revelação foi o primeiro passo no que seria a sua maior descoberta. Ao esquecer algumas culturas de bactérias em seu laboratório durante um período de recesso, Fleming percebeu que um fungo tinha destruído as células bacterianas em uma das placas. Ao conseguir isolar a substância responsável pelo ataque às bactérias, batizou-a de penicilina (o fungo se chamava Penicilium notatum). No entanto, a descoberta do cientista britânico só seria utilizada com sucesso mais de 10 anos depois, quando as pesquisas sobre a penicilina foram aceleradas devido ao início da Segunda Guerra.

Em 1941, o remédio começou a ser comercializado, sendo considerado o primeiro antibiótico da história com resultados expressivos. Alexander Fleming e os pesquisadores responsáveis pela transformação da substância em um medicamento viável venceram o Prêmio Nobel de Medicina em 1945. Após falecer por decorrência de um infarto em 1955, o cientista inglês foi enterrado na Catedral de São Paulo, junto com outras grandes personalidades britânicas. O acaso que fez com que descobrisse a substância que salvaria milhões de vidas ao redor do mundo de nada serviria se caísse em mãos despreparadas.

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