Nascimento de Cartola

Conheça a vida de um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba

 

Nascido em 11 de outubro de 1908, Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, foi um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Natural do Rio de Janeiro, era o mais velho de uma família com oito filhos e descendente de escravos. No bairro das Laranjeiras entrou em contato com a música e a cultura carnavalescas, aprendendo a tocar cavaquinho desde muito jovem.

 

 

Em 1919 ele e a família foram morar no Morro da Mangueira. Nessa mudança conheceu Carlos Cachaça, seu amigo e parceiro musical. Largou os estudos aos 15 anos para trabalhar. Nesse período começou sua inclinação para a profissionalização na música. Começou a trabalhar de pedreiro e para não sujar seus cabelos usava um chapéu. Dessa situação inusitada surgiu seu apelido “Cartola”. Em 1926 foi expulso de casa pelo pai, que não concordava com o estilo de vida boêmia do filho. Nesse período se afundou no álcool e prostituição. Com 18 anos começou a ser cuidado por uma moça chamada Deolinda, já casada e mãe. Os dois acabaram se envolvendo, e a mulher largou o marido para viver com Cartola.

Enquanto trabalhava raramente de pedreiro, preferia ficar compondo e tocando em bares locais. Nesta época já começava a ficar famoso na Mangueira e nos lugares vizinhos. Em 1928 ajudou a fundar a Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais Escolas de Samba cariocas. Nesse período começou a compor inúmeros sambas para famosos cantores e cantoras da época. Nos anos 40 passou por muitas dificuldades, ao ser vitimado por uma meningite e pela morte da mulher. Passou 7 anos praticamente desaparecido.

 

Cartola e Dona Zica

 

Nesse momento difícil da vida voltou a fazer trabalhos modestos para sobreviver, além de retornar a seu vício em álcool e deixar de cuidar da sua higiene pessoal. Uma antiga admiradora, apelidada de Zica, o encontrou e o levou de volta para o Morro da Mangueira. Ela e Cartola viveram juntos para o resto da vida do sambista, porém não deixaram descendentes. Ajudado por um jornalista teve sua carreira ressuscitada e abriu um restaurante de sucesso junto a sua mulher. No início da terceira idade começou a ter seus sucessos gravados e a receber inúmeras homenagens. Gravou seu primeiro disco apenas em 1974. O álbum contava com vários clássicos como: “As rosas não falam” e “O mundo é um moinho”. Faleceu em 1980, aos 72 anos.

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