Nascimento de Didi

Conheça a história de um dos maiores craques da nossa história

 

O dia 8 de outubro de 1928 marca o nascimento de um dos maiores craques do nosso futebol: Didi. Nascido Valdir Pereira em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Desde cedo se destacava nas peladas da sua cidade, mas aos 14 anos desenvolveu uma infecção grave em uma das pernas. Essa doença o fez ficar em cadeira de rodas por meses e sua perna quase foi amputada. Para a sorte de Didi e do futebol brasileiro ele melhorou e 4 anos depois estreava profissionalmente pelo Americano, da sua cidade natal.

 

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Didi com Pelé e Vavá após a conquista da Copa de 1958

 

Mesmo se destacando, ainda passou pelo Lençoense e pelo Madureira antes de ir para o Fluminense em 1949. Devido a sua classe, habilidade e calma logo começou a se sobressair no time carioca. Em 1950 fez o primeiro gol da história do Maracanã, em jogo pela seleção carioca. Venceu o Campeonato Carioca de 1951 e a Copa Rio de 1952 pelo Fluminense. Em 1954 participou da sua primeira Copa do Mundo. O Brasil foi eliminado nas quartas-de-final pela grande seleção húngara comandada por Puskas. Jogou no Flu até 1956, quando se transferiu para o rival Botafogo.

 

No clube da estrela solitária fez parceria com Garrincha, Zagallo, Nilton Santos e outros craques. Em 1957 já venceu o Carioca. No ano seguinte ajudou o Brasil a vencer sua primeira Copa, na Suécia. Além disso, foi eleito o melhor jogador do torneio e foi apelidado pela imprensa internacional de Mr. Football (Senhor Futebol). Foi contratado pelo Real Madrid em 1959, mas permaneceu pouco tempo. As estrelas Puskas e Di Stefano não se deram bem com Didi, que teve passagem apagada pelo clube espanhol. De volta ao Botafogo foi campeão carioca em 1961 e 1962 e vencedor do Torneio Rio-São Paulo em 1962. Voltou a ser peça-chave na conquista do bicampeonato brasileiro na Copa do Chile em 1962.

 

Didi fez parte da história do Botafogo. Nesta foto ao lado de Garrincha e Zagallo

 

A partir de 1963 começou a mudar frequentemente de time: passou por Sporting Cristal do Peru, Botafogo novamente, Veracruz do México e São Paulo, onde se aposentou. Antes de se aposentar já exercia o papel de jogador-treinador. Teve uma longa e vitoriosa carreira de técnico, tendo classificado o Peru para a Copa de 70, vencido campeonatos turcos pelo Fenerbahçe, venceu títulos estaduais no Brasil e conseguiu títulos em clubes de outros países também. Além de tudo isto, Didi foi o inventor da “folha seca”, um tipo de chute que dá efeito e mudança de direção na bola de repente, sem que o goleiro espere. Faleceu em 2001 em decorrência de um câncer no sistema digestivo.

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