Que cidade queremos?

Como pensamos a cidade que queremos para nós e as futuras gerações?

 

Por Bruna Matos

 

Em 2050 é previsto que mais de 75% da população mundial esteja vivendo nas cidades, no meio urbano. A perspectiva desse cenário já motiva discussões para os desafios políticos, sociais, econômicos e ambientais consequentes ao processo de urbanização. Mas, antes de imaginar como os centros urbanos estarão daqui a 33 anos, precisamos refletir se a cidades que estamos construindo são a cidade que queremos.

André Corrêa do Lago é economista e crítico de arquitetura – atualmente ele é membro do júri do Prêmio Pritzker, maior condecoração em arquitetura do mundo – e recentemente concedeu uma entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, falando sobre a importância da “boa arquitetura” em tempos de crise.

 

O diplomata André Corrêa do Lago também é embaixador do Brasil no Japão.

 

O crítico pontua uma série de razões que fazem o Brasil ter algumas das “cidades mais feias do mundo”. Para ele, arquitetura de qualidade independe de custos. Pode ser barata, cara ou ter um custo mediano. Assim como também a arquitetura de péssima qualidade pode ser cara ou barata. André também defende que em tempos de crise, o(a) arquiteto(a) é estimulado(a) a encontrar soluções alternativas às dificuldades enfrentadas no momento. Isso pode resultar em pesquisas de novos materiais, por exemplo, e pode ser um facilitador para melhoria da arquitetura produzida.

Dentre os vários pontos citados pelo economista que nos levam a ter “cidades feias”, estão: o desinteresse pela escala de pedestres, onde os prédios (e outras edificações) constroem muros altíssimos e negam a vida nas ruas; a negligência com as calçadas, que é elemento central para vida urbana e a análise do poder público (quando se trata de uma obra dessa natureza) apenas com o custo final da obra, sem se importar com a qualidade arquitetônica que poderá gerar custos cívicos, sociais e até mesmo econômicos para as cidades.

Portanto, é preciso refletir sobre a cidade que estamos construindo. É essa a cidade que queremos? Leia a matéria completa aqui.

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