Tiago Vicente

Como a má fiscalização das bolsas de sangue pode mudar para sempre a vida de uma pessoa?

 

Nome: Tiago Vicente

Idade: 68 anos

Profissão: Aposentado

Biografia: Nasceu em Garanhuns/PE. Foi empreendedor e precisou se afastar por motivos de doença. Casado há 49 anos. Hoje ele é cadeirante e mora com a sua família na cidade onde nasceu.

 

Passei grande parte da minha vida como empreendedor e presidente da Associação Garanhuense de Atletismo (AGA), um clube de futebol da minha cidade natal, no estado de Pernambuco. Mas um fato com certeza marcou a minha vida. Há mais de 30 anos atrás eu precisei fazer uma operação que necessitava de uma transfusão sanguínea. Nessa época não havia nenhum controle das bolsas de sangue no Hemope (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco). Logo após essa cirurgia comecei a sentir uma dificuldade para sentir as minhas pernas e piorava a cada dia que passava. Fui ao neurologista e ele prescreveu uma série de exames.

 

Tempos depois, quando tive o resultado do exame de sangue, o médico foi bem claro afirmando que havia um tipo de vírus na minha medula e me encaminhou imediatamente para o hospital Sarah Kubitschek, em Salvador/BA. Lá eu fiz uma série de tratamentos com foco em tratar a minha medula atingida, mas pelo fato de não haver uma cura para esse diagnóstico a minha situação só piorou. Passei a notar uma dificuldade para sentir as minhas pernas, então comecei a usar uma bengala, depois passei a utilizar um tipo de andador, agora irá completar doze anos que estou usando uma cadeira de rodas.

 

 

 

Além disso, infelizmente também tenho uma doença chamada de diabetes. Mas isso não me impede de comer às vezes uns docinhos escondido. Precisei me afastar de diversas atividades sociais, participava da Maçonaria e de um grupo chamado Rotary Garanhuns. Embora isso tudo tenha acontecido comigo, posso afirmar com toda certeza que sou feliz e abençoado por Deus, pois consigo executar diversas tarefas do meu cotidiano normalmente. Na minha casa, por exemplo, ajudo a minha mulher nas tarefas domésticas: limpo a cozinha, preparo o café e faço coisas desse tipo. Como dependo de uma pessoa que dirija para mim, precisei diminuir a quantidade de compromissos, mas isso não quer dizer que fico em casa trancado, saio para missa, mercado e diversos outros cantos.

 

Para os que estão começando a passar pelo mesmo problema que o meu, diria para essa pessoa acreditar muito em alguma coisa que lhe motive a viver. Eu, por exemplo, acredito em Deus e isso é o que mais me inspira. Como também, ter por perto uma família querida é o melhor remédio. Quem tem fé vence todas as barreiras.        

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