Viagem: Natasha Nóbrega

Saiba mais sobre o intercâmbio desta recifense na Espanha

 

Nome: Natasha Coelho Figueiredo Nóbrega

Idade: 28 anos

Profissão: Cientista política

Breve biografia: Recifense, graduada em Ciência Política, atualmente trabalho como instrutora de inglês e espanhol enquanto estudo para concursos de consultor legislativo. Adoro pão de queijo, sorvete, ler, ir à praia e viajar para lugares ensolarados. Em setembro de 2012 fiz um intercâmbio de um ano com uma amiga da faculdade e até hoje a gente sente um calorzinho no coração quando lembra de Graná.

 

Onde morou: Granada, Espanha.

 

O que te inspirou/motivou a fazer esta viagem?

Eu sempre quis ter a experiência de estudar em outro país, mas comecei a planejar isso com mais cuidado quando uma amiga da faculdade decidiu fazer intercâmbio para a França. Junto com outra amiga da faculdade decidimos pela Espanha, já que nós estudávamos espanhol. O plano inicial era irmos para a Universidad de Salamanca, mas descobrimos a Universidad de Granada e nos encantamos pela cidade e pelo programa da faculdade de Ciência Política.

 

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Quais dificuldades você enfrentou antes e durante a viagem? E quais soluções você achou?

Antes da viagem, o processo para conseguir o visto de estudante foi, de longe, a parte mais irritante. Primeiro, por causa da burocracia, o que é esperado – são muitos documentos necessário, inclusive os da universidade em que você vai estudar, o que exige mil trocas de e-mail com o departamento de intercâmbio das universidades de origem e de destino. Segundo, porque o pessoal do consulado espanhol em Recife, pelo menos até 2012, era bastante antipático, para dizer o mínimo. Era difícil pedir qualquer tipo de ajuda. Nosso visto saiu fora do prazo e tivemos que remarcar nossas passagens de ida por conta disso.

Durante a viagem, o primeiro desafio foi achar um apartamento. A Universidade de Granada não oferece dormitórios estudantis, como em outras cidades europeias. Mas acabamos alugando um apartamento ótimo em menos de uma semana na cidade. Não lembro de grandes dificuldades, mas sim muitos momentos de ajustes à cidade, aos horários espanhóis (tudo começa e termina muito tarde), à comida, ao sotaque forte dos granadinos. Tivemos que a aprender a gerenciar nosso dinheiro, por conta do câmbio que mudou ao longo do ano, e porque não tínhamos bolsa de estudos. Também tem a saudade, que às vezes bateu forte, principalmente no inverno, quando a cidade estava um tédio. Mas saber que a gente tinha data pra voltar pra casa fazia a gente focar mais em aproveitar aquele ano do que ficar pensando em querer voltar.

 

 

O que você mais gostou e odiou na cidade? Qual o maior diferencial de Granada em relação ao Recife?

Difícil pensar no que eu mais gostei. Granada é incrível. A cidade é pequena, mas como é universitária, é muito animada. Lá tinha as típicas festas Erasmus, cheias de intercambistas, mas nossa vibe mesmo era sair pra tomar cerveja e comer tapas. Granada tem muitos bares e, geralmente, você não paga pela comida – ela acompanha a sua bebida. E a comida de lá é deliciosa.

Eu amava o fato de que tudo na cidade podia ser resolvido a pé, que a vida de rua lá era muito ativa – gente sempre topava com alguns “músicos callejero” durante nossas andanças. A influência moura é bem forte lá, na comida, na arquitetura – perto da nossa casa tinha até uma mini Medina, a Alcaicería – tudo isso misturado com elementos mais “tipicamente europeus”. Era muito massa andar pela cidade e identificar a parte católica, a moura e também a judia.

Ah, e a siesta. Como não amar? Uma horinha, pelo menos, pra matar aquele banzo pós-almoço. Sinto falta até hoje.

Se teve uma coisa que eu odiei na cidade foi o clima. A cidade geralmente é bem seca, o que eu já acho péssimo, mas quando estávamos lá, houve um inverno atípico em que choveu forte praticamente todo dia durante uns 4 meses. A gente ficava presa em casa, sem ter o que fazer.

 

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Quais dicas você daria a alguém que queira visitar Granada?

El Nido! Não sei se ainda existe, mas era o melhor bar de tapas de Granada, vem com umas porções gigantes e a bebida era barata. Fica perto da Plaza de Toros. Se quiser umas tapas mais exóticas, tem a Babel na Calle (Rua) Elvira.

Aliás, a Calle Elvira é bem famosa pelos bares de tapas, mas a gente gostava mesmo era das teterías (casas de chá) de lá. Já não lembro o nome da nossa preferida, porque a gente sempre chamava de “chá marroquino” quando marcava com alguém. O melhor chá era o Paquistaní.

Procure os grafites do Niño de las Pinturas, principalmente no bairro do Realejo. O cara é talentoso demais.

Caminhe pelo Darro, pelo Paseo de los Tristes suba até o Mirador de San Nicolás e VÁ À ALHAMBRA. Andei bastante pela Europa e vi muito castelo bonito por lá, mas como a Alhambra não há.

 

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Alhambra

 

Quais lugares você conheceu durante o seu intercâmbio?

A gente viajou muito pela Espanha, especialmente pela Andaluzia (Cádis, Sevilha, Córdoba, pueblos da província de Granada), mas também conhecemos Barcelona e Madri. Passeamos ainda pelo Marrocos, Portugal, França, Itália, Alemanha e Inglaterra.

 

 

Quais os próximos locais que você pretende conhecer?

Nossa, um monte! No Brasil, Belém do Pará e o Maranhão. Estou planejando com minha mãe uma viagem para Nova Iorque, mas essa só vai rolar quando eu puder tirar férias. Colômbia e Peru estão na minha lista também. E pretendo voltar à Espanha, visitar Granada e conhecer outras cidades de lá.

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