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5 curiosidades sobre Ingmar Bergman

Conheça mais sobre esse cineasta e roteirista sueco

 

1 – Infância e juventude

Natural de Uppsala, Ingmar Bergman foi um cineasta e roteirista sueco com grande influência na história do Cinema. Nascido em  14 de julho de 1918, era filho de um pastor luterano, o que contribuiu para o estilo dos seus filmes no futuro, com a presença de questões morais e existenciais. Estudou na Universidade de Estocolmo, onde aprendeu sobre História, Literatura e Artes.

 

O jovem bergman

 

2 – Início da carreira

Inicialmente se interessou pelo teatro, mas gradativamente foi mudando sua atenção para os filmes. Por exemplo, em 1941, Bergman escreveu sua primeira peça e logo após o fim da faculdade se tornou diretor aprendiz em alguns teatros de Estocolmo. Em 1944 conseguiu seu primeiro cargo como escritor e diretor principal de um teatro em Helsingborg, no entanto, este emprego duraria pouco, pois um empresário do ramo cinematográfico o contratou para escrever um roteiro no mesmo ano. Com a boa impressão causada, o cineasta sueco foi convidado a dirigir e escrever seu primeiro filme, Kris (1945).

 

Ingmar Bergman e Victor Sjöström no set de morangos silvestres (1957)

 

3 – O crescimento

Mesmo fazendo filmes constantemente, o Cinema Sueco não pagava bem, e ainda sofria com uma severa crise econômica que se abateu na Suécia até o início dos anos 50. Para complementar sua renda, Bergman aceitou o cargo de diretor do Teatro Municipal de Malmö em 1952. Neste ponto da carreira tratava principalmente das coisas as quais vivia. Em 1955 conseguiu seu primeiro grande sucesso, Sommernattens leende (Sorrisos de uma Noite de Amor). E em 1956 e 1957 lançou dois outros grandes sucessos: O Sétimo Selo e Morangos Silvestres, respectivamente.

 

Ingmar Bergman com seu diretor de fotografia de longa data Sven Nykvist durante a produção de Through a Glass Darkly (1960)

 

4 – Reconhecimento internacional

Bergman alcançou um patamar extraordinário: muitas vezes era mais admirado do que os artistas a quem dirigia. Em 1958 conseguiu seus primeiros prêmios internacionais no Festival de Berlim e no Festival da Cannes. Em 1961 e 1962 venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com as obras A Fonte da Donzela (1959) e Através de um Espelho (1961). Seu período clássico se encerrou em 1963 com o renomado O Silêncio. Neste mesmo período comprou uma propriedade na Ilha de Fårö, perto do litoral da Suécia, onde continuou produzindo filmes.

 

Bergman e a atriz Ingrid Thulin durante a produção de The Silence (1963)

 

5 – Anos finais

Bergman continuou escrevendo e dirigindo filmes com frequência, mas sem tanta relevância como nos anos 50 e 60. Seu reconhecimento voltou em 1972, com seu clássico Gritos e Sussurros. Durante alguns anos viveu na Alemanha por conta de problemas fiscais na Suécia, mas no começo da década de 80 retornou para seu país natal. Em 1982 gravou seu último grande sucesso, Fanny e Alexander, premiado com mais um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1984, o cineasta se aposentou do Cinema, voltando alguns anos depois para dirigir filmes feitos para a televisão. Também passou a escrever romances com mais frequência. Ingmar Bergman faleceu na sua propriedade em Fårö no ano de 2007. Sua morte aos 89 anos foi por causas naturais.

 

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