Acontecimentos

5 fatos sobre a Guerra dos Seis Dias

Saiba mais sobre este conflito ocorrido nos anos 60

 

1 – Antecedentes

Fundado em 1948, o Estado de Israel desde a sua fundação sofria ataques e represálias dos países árabes vizinhos. Muitas vezes o exército israelense também atacava territórios para manter as suas posições. O Egito e a Síria tinham formado a República Árabe Unida (saiba mais aqui), que durou até 1961, mas havia causado grande influência nos Estados muçulmanos que se opunham aos judeus de Israel. Nas vésperas do conflito, o presidente egípcio Abdel Nasser havia pedido para que as tropas da ONU que guardavam as fronteira entre os dois países fossem retiradas. Para completar, a Síria tinha um projeto de represar um dos afluentes do Rio Jordão, um dos poucos rios israelenses.

 

Foto capta o início da ofensiva israelense sobre a Península do Sinai

 

2 – A iniciativa de Israel

Os egípcios enviaram tropas para a Península do Sinai, enquanto os sírios mandaram seus combatentes para a fronteira com Israel, nas colinas de Golan. Nasser também ordenou os bloqueios dos estreitos de Tiran e Aqaba, não permitindo que barcos israelenses passassem para o Mar Vermelho. Com a invasão árabe iminente, os estrategistas israelenses resolveram pegar os exércitos muçulmanos de surpresa, atacando primeiro.

 

Soldado egípcio morto na Península do Sinai. Ao fundo, tanque do Egito também tirado de combate pelas tropas de Israel

 

3 – A Guerra

No dia 5 de junho de 1967, a Força Aérea de Israel partiu para a ofensiva: em um ataque destruiu quase toda a Aeronáutica egípcia, além de instalações militares e aeroportos. O ataque surpresa fez com que os israelenses perdessem 20 aviões, enquanto o Egito, 400. No segundo dia de conflito, a Jordânia veio em auxílio de Nasser e os egípcios, mas também teve sua Força Aérea completamente arruinada. As tropas do Estado judeu também conquistaram a Faixa de Gaza. A superioridade bélica de Israel era gritante. No terceiro dia, os israelenses controlaram a Cisjordânia e Jerusalém, além de cercar por terra as forças egípcias na Península do Sinai.

 

Militares israelenses com a bandeira do seu país

 

4 – O final do conflito

No dia 8, o ataque conjunto por terra e ar, fez com Israel dominasse todo o Sinai. Esta medida fez com que as forças israelenses mirassem as posições sírias nas colinas de Golan no dia seguinte. O Egito, derrotado, teve que aceitar um cessar-fogo. Com o controle desta última área síria e a tomada do Mar da Galileia, os sírios foram forçados a assinar uma trégua, acabando com a guerra em 10 de junho de 1967. O conflito foi finalizado em apenas 6 dias, com uma vitória acachapante de Israel.

 

Em bege, os territórios originais de Israel. Em laranja claro, os domínios isralenses ao fim da Guerra dos Seis Dias 

 

5 – Consequências

Após o fim da guerra, quase 20 mil combatentes árabes tinham perdido a vida, em comparação aos menos de mil de Israel. A vitória israelense acabou com as Forças Armadas de Egito, Síria e Jordânia, além de criar um sinal de alerta para os demais países muçulmanos próximos. Com o controle da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, milhares de palestinos passaram a viver em território sob controle de Israel. Muitos destes refugiados formaram grupos terroristas para atacar os domínios israelenses. Jerusalém, antiga capital judia, voltava ao controle dos judeus após milhares de anos. A Península do Sinai foi devolvida ao Egito em 1979, após uma longa negociação. As colinas de Golan ainda estão em disputa entre Síria e Israel, e com a guerra civil no território sírio essa contenda vai durar mais alguns anos, no mínimo.

  • 6
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Pular para a barra de ferramentas