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5 fatos sobre Gonçalves Dias

Conheça mais sobre poeta, advogado e jornalista brasileiro

 

1 – Infância e juventude

Antônio Gonçalves Dias foi um poeta, advogado e jornalista brasileiro nascido em 10 de agosto de 1823. Natural da zona rural de Caxias, no Maranhão, era filho de um comerciante português com uma mestiça brasileira. Na infância ajudava o seu pai e recebia educação por meio de um professor particular. Com apenas 15 anos foi estudar em Coimbra, onde concluiu o ensino médio. Dois anos depois foi estudar Direito na Universidade de Coimbra (saiba mais aqui), formando-se em 1845.

 

Azulejo com trecho da Canção do Exílio.

 

2 – A formação do poeta

Ainda em Coimbra, Gonçalves Dias escreveu um dos seus poemas mais famosos: “Canção do Exílio”, obra marcada por sua saudade da terra natal. Neste período recebeu forte influência do Romantismo português. De volta ao Maranhão, passou poucos meses antes de se mudar para o Rio de Janeiro. Antes da partida conheceu Ana Amélia, que seria sua musa inspiradora. Na capital do Império, publicou “Primeiros Cantos” (1846-1847), seu primeiro livro. Logo ganhou fama e elogios de escritores brasileiros e portugueses.

 

Litografia de Gonçalves Dias em rótulo de cigarro.

 

3 – Consolidação

Em 1849, Gonçalves Dias foi contratado pelo Colégio Pedro II como professor de História e Latim. Neste mesmo ano ainda fundou a revista Guanabara com outros amigos escritores. No período que morou no Rio de Janeiro ainda trabalhou como jornalista para diversos jornais. Continuou publicando suas poesias e ganhava cada vez mais notoriedade. Em 1851 foi convidado pelo Governo Imperial para estudar as carências da educação no Maranhão. Em São Luís, pede Ana Amélia em casamento, mas seu pedido é negado pela família da moça pelo fato dele ser mestiço. Neste mesmo ano publicou “Últimos Cantos”, obra que contém o poema épico “I-Juca-Pirama”.

 

Manuscrito do poema “Se te amo, não sei!”, com letra de Gonçalves Dias disposta ao público na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

 

4 – Europa

Em 1852 volta para o Rio, onde se casa com Olímpia da Costa. No casamento que duraria apenas 4 anos, teve uma filha antes da separação. Dois anos depois foi contratado pela Secretaria de Negócios Estrangeiros, passando os próximos quatro anos na Europa, em missão de pesquisa para melhorar a educação brasileira. Em Portugal, reencontrou Ana Amélia, já casada. Este fato o motivou a escrever o poema “Ainda Uma Vez – Adeus”. Na Alemanha teve algumas das suas obras publicadas por uma editora de Dresden. Gonçalves Dias tinha uma grande inspiração “indianista” e nacionalista em suas poesias. Por seus estudos sobre os indígenas brasileiros lançou o livro “Dicionário da Língua Tupi” (1858).

 

Três renomados escritores brasileiros do século XIX. Da esquerda para direita: Gonçalves Dias, Manuel de Araújo Porto-Alegre e Gonçalves de Magalhães (1858).

 

5 – Anos finais

De volta ao Brasil, ficou entre 1859 e 1862 viajando pelo Nordeste e Norte. Navegou alguns rios amazônicos em uma expedição científica. Em seu período na Amazônia, provavelmente pegou alguma doença tropical ou tuberculose. Forçado a se retirar para cuidar da saúde, viaja para a Europa em busca de tratamento. Nos próximos dois anos lutaria para melhorar em estações de tratamento de várias cidades europeias, mas não obteve êxito. Em 1864 decidiu voltar para o Brasil. Nesta viagem seu quadro se agrava e o poeta fica acamado. No início de novembro, o navio que o levava para o Maranhão naufragou lentamente. Todos se salvaram, com exceção de Gonçalves Dias, que sem conseguir sair da cama, morre afogado. Tinha apenas 41 anos de idade. Mesmo com sua morte precoce, o poeta ficou marcado como o principal nome da primeira geração do Romantismo brasileiro,.ao lado de José de Alencar (saiba mais aqui).

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