Pessoas

5 fatos sobre Iwane Matsui

Entenda mais sobre a vida deste militar japonês

 

1 – Infância e juventude

Iwane Matsui foi um general japonês nascido em 27 de julho de 1878. Natural de Nagoya, era o sexto filho de um samurai empobrecido após o fim do Xogunato Tokugawa. Após o fim do ensino fundamental, optou por seguir a carreira militar, visto que as taxas eram as mais baixas entre as instituições de ensino. Acabou por terminar o ensino médio em um instituto preparatório, sendo aceito na Academia Militar Imperial, onde se graduou em 1897.

 

 

2 – Início da carreira

Em 1901, Matsui foi aceito na Universidade de Guerra do Exército, principal centro formador de oficiais do Japão, no período. Seus estudos foram interrompidos em 1904, após a eclosão da Guerra Russo-Japonesa. O jovem oficial de 26 anos foi ferido logo na primeira batalha, sendo um dos poucos sobreviventes da companhia que liderava. Mesmo com a pouca experiência, foi promovido a capitão. No anos seguinte, os japoneses ganharam a guerra e foram alçados ao status de potência. De volta, acabou se formando na Academia Militar em 1906.

 

Jovens prisioneiros chineses esperando para serem executados por soldados japoneses

 

3 – A China

Matsui, um grande admirador da cultura chinesa, havia aprendido chinês durante seu treinamento. Entre 1907 e 1911 foi enviado para auxiliar o representante militar japonês na China. Retornou entre 1915 e 1919 em um serviço em Xangai. Entre 1919 e 1921 foi o comandante de um regimento e logo em seguida se tornou parte das forças japonesas na Sibéria, território russo. Ainda chefiou uma unidade de inteligência em território chinês durante dois anos. De volta ao Japão, acabou sendo nomeado chefe da Divisão de Inteligência do exército, cargo em que permaneceu até 1928. Nos anos seguintes ficou mudando de função, inclusive representando o Império Japonês em eventos e comissões diplomáticas na Europa.

 

Matsui (cavaleiro no primeiro plano) entra em Nanquim com suas tropas

 

4 – A Segunda Guerra Sino-Japonesa

Em 1933, Matsui foi promovido a general, mas dois anos depois se tornou reservista. No entanto, com a invasão da China pelo Japão em 1937, ele logo foi chamado para a ativa. Como seu notório saber acerca do território e do povo chineses, o militar japonês recebeu o comando da Exército Expedicionário da China Central. Foi bem-sucedido na Batalha de Xangai e também na Batalha de Nanquim (Nanjing), no entanto, ficou marcado pela grande quantidade de civis mortos nos dois confrontos. No que ficou conhecido como “Massacre de Nanquim”, Matsui fez vista grossa para o assassinato de mais de 50 mil – algumas fontes dizem até 300 mil – civis e prisioneiros de guerra chineses. Também foram notificados mais de 20 mil estupros nesse episódio. A ordem partiu de um príncipe japonês, mas o general acabou por nada fazer para evitar a tragédia.

 

Matsui durante seu julgamento

 

5 – Fim da vida

Mesmo com seu sucesso no comando, os líderes militares japoneses achavam que o conflito logo acabaria, mas o governo chinês não se rendia de forma alguma. Desse modo, dezenas de oficiais foram retirados da liderança e substituídos por novos nomes. Entre estes estava Matsui, aposentado compulsoriamente aos 60 anos de idade. Mesmo na reserva, foi conselheiro do gabinete de ministros até 1940. Viveu em Atami até 1945, quando o Japão se rendeu às forças aliadas, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. O general foi preso e julgado pelo Tribunal Militar do pós-guerra. Após mais de 3 anos na prisão, foi considerado culpado pelo “Massacre de Nanquim”, sendo enforcado em dezembro de 1948. Tinha 70 anos de idade.

  • 3
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Pular para a barra de ferramentas