5 fatos sobre Leni Riefenstahl

Conheça mais sobre essa atriz, cineasta e dançarina alemã

 

1 – Infância e juventude

Berta Helene Amalie Riefenstahl, mais conhecida como Leni Riefenstahl, foi uma atriz, cineasta e dançarina alemã nascida em 22 de agosto de 1902. Natural de Berlim, iniciou sua carreira na dança, chegando a se tornar profissional e se apresentar em várias locais na Europa. No entanto, uma lesão no joelho a fez se aposentar com apenas 24 anos de idade.

 

 

Leni Riefenstahl filmando em 1936.

 

2 – O cinema

Após a aposentadoria precoce, começou a se interessar por Cinema. Com seus contatos e sua beleza, conseguiu papéis em “filmes de montanha”, um popular estilo ligado à natureza e às regiões montanhosas da Alemanha. Após algum tempo, Leni conseguiu dirigir seu primeiro filme, “A Luz Azul” (1932), um grande sucesso. Neste mesmo período, um carismático e firme líder surgia no país: Adolf Hitler.

 

Com Hitler em 1934.

 

3 – O nazismo

Em 1932, Leni ficou encantada pela oratória de Hitler, enquanto o líder alemão gostou muito de “A Luz Azul”. Contactada pelo Partido Nazista, a cineasta começou a produzir documentários para o regime. Em 1934, filmou a Convenção Geral do partido em Nuremberg, o que resultou no filme “O Triunfo da Vontade”. Em 1938, lançou em duas partes o filme oficial da Olimpíada de Berlim, intitulado “Olympia”. Em suas obras, enfatizava a trilha sonora e a estética. As imagens filmadas por Riefenstahl são aclamadas até hoje.

 

Convenção do partido nazista alemão em 1934, filmado por Riefenstahl.

 

4 – O ostracismo

Como cineasta oficial do regime nazista, Leni filmava muitas vezes em consonância com a ideia da raça ariana superior. Após a Segunda Guerra Mundial, ficou presa por quatro anos pela sua participação nas obras de Adolf Hitler. Considerada apenas uma simpatizante do nazismo, acabou inocentada. Tentou retomar sua carreira no Cinema, mas foi boicotada, criticada e sempre esbarrava em protestos. O único filme que conseguiu acabar, “Tiefland” (1954), foi rapidamente esquecido. Sua carreira na sétima arte estava encerrada.

 

Sepultura no Waldfriedhof de Munique.

 

5 – A vida prossegue

 

Tentou ainda produzir alguns curtas com seu próprio dinheiro, e demonstrava sua genialidade na edição e estética, mas acabou por se devotar à fotografia. Na década de 70, suas fotografias da África se tornaram premiadas. Com quase 80 anos decidiu se tornar uma fotógrafa submarina, papel que também desempenhou com maestria. Em 2000, sobreviveu a uma queda de avião no Sudão. Em 2002, então com 100 anos, Leni lançou seu último filme: um documentário sobre a vida submarina. Em setembro do ano seguinte, faleceu enquanto dormia. Tinha 101 anos de idade.

 
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