5 fatos sobre Vilanova Artigas

Conheça mais sobre esse importante arquiteto brasileiro

 

1 – Infância e juventude

Natural de Curitiba, João Batista Vilanova Artigas foi um importante arquiteto brasileiro nascido em 23 de junho de 1915. Pouco tempo depois se mudou para São Paulo, onde viveu quase sua vida toda. Formou-se em Arquitetura no ano de 1937 pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Neste período se envolveu com um grupo de desenhistas e pintores que se tornaram famosos posteriormente.

 

O Edifício Louveira foi projetado em 1946 pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas em parceria com Carlos Cascaldi e é considerado um importante representante da arquitetura moderna na cidade de São Paulo.

 

2 – Vida profissional

Logo após formado, Artigas fundou uma empresa de construção com um amigo, mas em 1944 abandonou o empreendimento para criar escritório próprio. Neste mesmo ano organizou com alguns amigos e colegas o Instituto dos Arquitetos do Brasil, sediado em São Paulo. De grande inclinação socialista, se filiou ao Partido Comunista Brasileiro em 1945. No ano seguinte recebeu uma bolsa para passar um ano nos Estados Unidos.

 

O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Estádio do Morumbi, foi criação do arquiteto Vilanova Artigas,

 

3 – Consolidação

De volta ao Brasil, participou da fundação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, onde passou a ensinar. Também fez projetos para diversas cidades. Entre estes está o Estádio do Morumbi, casa do São Paulo Futebol Clube. Nos anos 50 visitou a União Soviética, mas voltou frustrado com a arquitetura sem graça dos soviéticos. Somente no final da década Vilanova Artigas voltou a aceitar pedidos de novos projetos. Entre essas novas obras está o prédio da FAU e ginásios esportivos em Guarulhos e Itanhaém.

 

O projeto de expansão da FAU, que a transformaria no que ela viria a se tornar o que é hoje o edifício Vilanova Artigas (FAU-USP), foi proposto em 1961 e teve sua finalização em 1969 pela assinatura do arquiteto João Baptista Vilanova Artigas.

 

4 – Exilado

No início da década de 60, Vilanova Artigas propôs modificar o currículo da FAU, fato que influenciou os cursos de arquitetura no resto do país, no entanto, pelas suas ligações comunistas foi preso e exilado no Uruguai após o golpe militar de 1964. Voltou clandestinamente ao país, retornando a suas aulas em 1967 com autorização do regime  Projetou com outros arquitetos o Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Prado em Guarulhos, que comporta 50 mil pessoas. Em 1969, após o AI-5 (saiba mais aqui),  foi novamente afastado da universidade e exilado no Uruguai. Só retornou em 1979 com a Lei da Anistia.

 

A fachada do Ouro Verde, que conservou o desenho do projeto original. O projeto foi realizado pelo arquiteto Villanova Artigas, contando inicialmente com 1500 lugares.

 

5 – Anos finais

Retornou a FAU como professor auxiliar, conseguindo apenas seu antigo cargo de professor titular em 1984. Lecionou até o final da vida na USP, falecendo em 1985 aos 69 anos de idade. É considerado um dos fundadores da Escola Paulista de Arquitetura, sendo reconhecido como um dos maiores arquitetos brasileiros do Século 20.

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