Acontecimentos

6 curiosidades sobre a Guerra do Chaco

Conheça mais sobre este conflito ocorrido na América do Sul

 

 

1 – Antecedentes

A Guerra do Chaco foi um conflito armado entre a Bolívia e o Paraguai (saiba mais aqui). Essa contenda durou de 1932 a 1935, tendo custado milhares de vidas. A principal causa foi a disputa pelo território do Chaco Boreal, pretendido pelos bolivianos para terem melhor acesso ao Rio Paraguai e pelos paraguaios para alavancar sua economia. Os dois países eram os mais pobres da América do sul na época e precisavam do Chaco para extrair suas riquezas naturais, principalmente uma pequena reserva de petróleo existente.

 

O Gran Chaco foi o principal motivo da guerra entre os dois países

 

2 – O início

Em 1931, a Bolívia havia sido engolida por uma grave crise política que se combinava com a já séria crise econômica. Um presidente interino foi escolhido, mas o mesmo sofria de uma terrível doença no sistema digestivo. Em junho de 1932, o exército boliviano invadiu o território paraguaio e o reivindicou para seu país. Com a tomada de algumas guarnições militares, o Paraguai declarou guerra oficialmente.

 

Tropas paraguaias em Alihuatá

 

3 – A disputa se acirra

Mesmo com o elemento surpresa, os bolivianos perdiam muito tempo no transporte dos soldados e suprimentos para a área de conflito. Além disso, os paraguaios viviam justamente o oposto tinham acesso mais rápido para o território em disputa e mobilizaram todo o seu exército. Nos primeiros meses de combate, a batalha mais importante foi a de Boquerón, onde os militares do Paraguai retomaram o local e demonstraram que estavam mais preparados para o combate, tanto belicamente, quanto logisticamente. Nesse momento começou a se destacar a figura de José Félix Estigarribia, marechal paraguaio.

 

José Félix Estigarribia, líder militar paraguaio

 

4 – A superioridade paraguaia

Após a derrota, o marechal alemão Hans Kundt, que fora demitido após o golpe militar de 1931, foi readmitido como comandante do exército boliviano. No entanto, mesmo em maior número, sucessivas derrotas abalaram a moral boliviana. Estigarribia liderou a conquista do Forte Arce e a resistência no Forte Nanawa, onde conseguiu segurar quase 10 mil bolivianos contra apenas 1.500 paraguaios. Após a desistência dos militares da Bolívia na base militar, o contra-ataque do Paraguai foi pesado: em uma batalha no final de 1933, a Força Aérea Boliviana atacou soldados do próprio país, o que ajudou os paraguaios a ter uma vitória central na guerra e ocasionou na demissão de Kundt.

 

Hans Kundt, comandante boliviano. Nesta foto, ele ainda utilizava sua vestimenta militar alemã

 

5 – Final da guerra

O comando das tropas bolivianas foi então dado ao general Enrique Peñaranda, que buscou solucionar os problemas de abastecimento do exército da Bolívia. No entanto, as grandes distâncias que deveriam ser percorridas em condições climáticas péssimas enfraqueceu ainda mais os bolivianos. Para completar, mais um golpe de estado ocorreu no país, desestabilizando de vez o comando militar. Com isso, os paraguaios venceram a maioria das batalhas com certa facilidade. Em 12 de junho de 1935, as forças paraguaias venceram a Batalha de Ingavi, dando fim a guerra que durara 3 anos.

 

Desfile da vitória paraguaia em junho de 1935

 

6 – Consequências

Mesmo com o final do conflito, o acordo de paz só foi assinado em 1938. Foi decidido que o Paraguai ficaria com ¾ do Chaco Boreal e a Bolívia ¼. Em 60 anos, os bolivianos haviam perdido sua saída para o mar na Guerra do Pacífico (saiba mais aqui), cederam o Acre ao Brasil e desta vez perderam quase que completamente o importante Chaco. No fim das contas, os dois países saíram mais empobrecidos do que entraram e milhares de seus habitantes foram mortos. Nos relatos históricos é declarado que o Paraguai perdeu 30 mil pessoas e a Bolívia 60 mil na guerra.

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