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6 curiosidades sobre Maurício de Nassau

Conheça mais sobre esse nobre alemão

 

1 – Infância e Juventude

João Maurício de Nassau-Siegen (em holandês, Johan Maurits van Nassau-Siegen e em alemão, Johann Moritz von Nassau-Siegen), foi um nobre alemão que teve grande importância nas invasões holandesas ao Brasil. Nasceu em 17 de junho de 1604. Ele passou a infância em sua cidade natal, Siegen, na Alemanha, onde era o décimo terceiro filho do conde João VII de Nassau e de Margarida de Holstein. Com menos de 15 anos já frequentava a universidade em Basileia, na Suíça.

 

O Palácio de Friburgo, residência oficial de Nassau no Recife, foi a primeira obra civil de grande porte realizada no Brasil. A edificação foi demolida no fim do século XVIII.

 

2 – A carreira militar e a Companhia das índias Ocidentais

Em 1621, com apenas 17 anos, Maurício de Nassau ingressou no serviço militar nos Países Baixos. Logo se tornou oficial da cavalaria durante a Guerra dos 30 Anos. Mesmo no conflito se tornou amigos de artistas e intelectuais. Com o decorrer da guerra se destacou ao ponto de se tornar coronel e ser convidado pela Companhia das Índias Ocidentais para governar as possessões holandesas no Brasil.

 

Maurício de Nassau em Cleves (Alemanha), onde faleceu aos 75 anos.

 

3 – A chegada ao Brasil

Com problemas financeiros, aceitou a proposta da Companhia e partiu para a “Nova Holanda”. Em 1630, em uma segunda tentativa de dominar territórios brasileiros, os holandeses dominaram a capitania de Pernambuco e se expandiram aos poucos. Maurício de Nassau chegou em janeiro de 1637 acompanhado de cerca de 3 mil soldados, burocratas e artistas. Tinha como objetivos consolidar a conquista e explorar melhor as riquezas brasileiras.

 

O Conde Maurício de Nassau.

 

4 – Governo

Ao expulsar a resistência para além do Rio São Francisco, Maurício de Nassau ordenou a dominação de fortes na África para melhorar o tráfico negreiro para a capitania. No Recife, principal cidade da nova possessão holandesa, o nobre fez grande mudanças urbanísticas e sociais, priorizando a tolerância religiosa e as ciências. A cidade se tornou um dos principais centros urbanos das Américas neste período. Também conquistou o Ceará e o Maranhão, mas as coisas começaram a mudar quando Portugal conseguiu retomar sua independência em 1640. O governador holandês não conseguiu conquistar a Bahia e viu a resistência aumentar de tamanho. Também estava pressionado pelos jesuítas e pela Companhia da Índias Ocidentais, que o pressionava a recolher o dinheiro dos empréstimos feitos para os senhores de engenho.

 

O BRASIL HOLANDÊS SOB O CONDE JOÃO MAURICIO DE NASSAU

 

5 – Demissão e volta à Europa

Mesmo com uma trégua de 10 anos com Portugal e a diminuição da resistência, Maurício de Nassau se viu ainda mais pressionado com a queda do preço do açúcar, principal produto da colônia. No final de 1643 foi dispensado e logo retornou para a Holanda. Na volta trouxe vários navios com seus pertences e produtos típicos brasileiros. Ao retornar foi promovido a general de cavalaria. Também contratou um escritor para produzir um livro sobre seu governo no Brasil.

 

Túmulo de Maurício de Nassau em Cleves

 

6 – Fim da vida

Ainda recebeu proposta para voltar ao Brasil em 1647, mas declinou por saber que não teria liberdade para governar. A situação em Pernambuco era séria para os holandeses, visto que muitos senhores de engenho faliram ou ficaram descontentes com os altos juros cobrados pela Companhia das Índias Ocidentais. Esse fato reacendeu a chama da libertação nos luso-brasileiros. Em 1652, foi lhe concedido o título de príncipe do Sacro Império Romano-Germânico. Mesmo com idade avançada lutou em outras guerras pelos Países Baixos. Na década de 1670 se tornou marechal e conde (posteriormente príncipe) de Nassau-Siegen, sua terra natal. Permaneceu neste cargo até sua morte em 1679 na cidade de Kleve, na fronteira entre a Alemanha e a Holanda. Tinha 75 anos de idade.

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