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6 curiosidades sobre Milton Friedman

Saiba mais sobre a vida e a carreira deste ilustre economista norte-americano

1 – Infância e juventude

Milton Friedman foi um economista e professor norte-americano nascido em 31 de julho de 1912. Natural de Nova York, era filho de imigrantes judeus vindos da Hungria. Ainda bebê, se mudou com sua família para o estado de Nova Jersey, onde estudou o ensino médio, se formando com apenas 16 anos, e na faculdade, se graduando na Universidade Rutgers. No ano seguinte, já conseguiria seu mestrado em em Economia na Universidade de Chicago.

Um jovem Milton Friedman

2 – Início da carreira

Em Chicago, conheceu sua futura esposa Rose, mas logo depois aceitou uma bolsa de pesquisa na Universidade de Columbia, trabalhando com estatística. A partir de 1935, Friedman e sua esposa, também economista, foram trabalhar no Governo Federal. Na época, o New Deal implementado no governo do presidente Franklin Roosevelt estava tirando os Estados Unidos da Grande Depressão (saiba mais aqui). Com o fim do New Deal em 1937, foi trabalhar no Departamento Nacional de Pesquisa Econômica, onde começou a pesquisar com mais afinco os fenômenos econômicos.

Milton Friedman (à esquerda), George Stigler (centro) e Aaron Director (direita). Todos foram membros da chamada Escola de Chicago na Economia. Foto tirada em 1947.

3 – Professor universitário

Em 1940, conseguiu seu primeiro emprego como professor, mas sofreu preconceito por ser judeu e decidiu retornar ao governo, onde trabalho no Departamento do Tesouro até 1943. No período da Segunda Guerra Mundial, Friedman trabalhou como estatístico em Columbia, local em que fez seu doutorado também. Após seu doutoramento em 1946, o economista norte-americano foi professor por um ano na Universidade de Minnesota. No entanto, no fim de 1946, ele foi convidado para ser professor na Universidade de Chicago. Este fato mudaria a história da Economia.

Milton e Rose Friedman

4 – Desenvolvimento acadêmico

Com o passar do tempo, Friedman e seus colegas em Chicago desenvolveram teorias econômicas focadas em um Estado Mínimo, liberdade de mercado e concorrência. O governo deveria se meter em pouquíssimas áreas da economia e da vida das pessoas. Desse modo, ele e seus colegas, como George Stigler, representam uma das faces do Neoliberalismo. Com os anos, esse modelo econômico ficou conhecido como  Escola de Chicago.

Fonte: Editora LTC

5 – Fama

Milton Friedman, aos poucos foi ganhando espaço na mídia e no meio acadêmico com suas ideias. Suas ideias, que contrastavam com os modelos keynesianos utilizados no mundo todo foram sendo reconhecidas paulatinamente. Na década de 60 lançou sua obra-prima, “Capitalismo e Liberdade” (1962), além de ser consultor de candidatos à presidência dos Estados Unidos. Em 1966 se tornou colunista da revista Newsweek, permanecendo até 1984 neste meio de comunicação. Foi conselheiro de três presidente norte-americanos: Richard Nixon, Gerald Ford e Ronald Reagan.

6 – Anos finais

Em 1976, Friedman recebeu o Prêmio Nobel (saiba mais aqui) de Economia, por suas extensas contribuições. No ano seguinte se aposentou da Universidade de Chicago e foi morar em San Francisco, onde logo virou associado da Instituição Hoover da Universidade de Stanford. Na década de 80 ainda apresentou um seriado chamado “Free to Choose” (Livre para Escolher, em português”). Ainda viu muitos países utilizarem seus modelos econômicos de Estado Mínimo e Liberalismo econômico nos anos 80 e 90. Ainda foi consultor em diversos países, incluindo ditaduras e governos socialistas. O grande economista norte-americano faleceu em 2006, aos 94 anos.   

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