6 fatos sobre a queda de Constantinopla

Conheça como esse império de 1000 anos caiu

 

1 – Informações gerais

O que levou à queda de Constantinopla em 29 de maio de 1453? Cidade fundada pelos gregos com o nome de Bizâncio, foi reestruturada e renomeada em homenagem ao imperador romano Constantino. Hoje em dia, é conhecida como Istambul e fica na Turquia. No entanto, Constantinopla era uma das maiores cidades do mundo, que se localiza em um ponto-chave no encontro entre ocidente e oriente. Sempre pretendida pelos inimigos dos romanos e depois dos bizantinos, demorou mais de um milênio para ser tomada.

 

O Império Bizantino por volta de 1450

 

2 – Antecedentes

Após a queda do Império Romano do Ocidente em 476, o Império Romano do Oriente se manteve forte e próspero. Nos séculos seguintes, os romanos do oriente ficaram conhecidos como bizantinos e alargaram as fronteiras do cristianismo até a Ásia e Oriente Médio. No entanto, com o surgimento do Islã, ganharam adversários a altura. Progressivamente foram enfraquecendo, se distanciaram dos cristãos da Europa Ocidental, inclusive guerreando contra eles nos períodos das cruzadas. Constantinopla foi saqueada pelos cruzados em 1204 e o Império Bizantino ficou sob controle dos cavaleiros europeus durante quase 50 anos. Até que o surgimento do Império Otomano com Osmã I anunciou o fim dos bizantinos como um reino livre.

 

Muralhas de Constantinopla

 

3 – Otomanos e bizantinos

Em uma relação marcada por muitas guerras e algumas breves alianças, os turco-otomanos e os bizantinos lutavam por territórios, mas também pela predominância de sua fé. Enfraquecido por ataques de todos os lados durante séculos, o Império Bizantino mal podia sustentar seus domínios após as sucessivas derrotas para os muçulmanos e os reinos dos balcãs. Por 3 oportunidades os sultões otomanos cercaram Constantinopla sem sucesso, mas então surgiu a pessoa de Maomé (Mehmed) II.

 

Retrato de Maomé II, o Conquistador, por Paolo Veronese

 

4 – O início da conquista

Maomé II, conhecido como “O Conquistador”, assumiu o trono em 1451 com a missão de derrotar em definitivo os bizantinos. Pelo lado cristão, o imperador Constantino XI Paleólogo tinha substituído seu pai em 1449 e era um líder popular, conhecido por ser um excelente guerreiro e um conciliador entre as igrejas cristãs do ocidente e do oriente. Maomé não mais aceitou as negociações com os líderes bizantinos, e preparou-se para um cerco final sob Constantinopla. Não mais a metrópole que fora anteriormente, a capital bizantina ainda era muito difícil de ser dominada, visto seu grande sistema defensivo.

 

Maomé II, o Conquistador com o exército otomano em marcha desde Edirne, transportando a grande bombarda

 

5 – O cerco

As forças turcas construíram uma fortaleza próxima à Constantinopla, também fecharam as passagens marítimas para evitar que os bizantinos recebessem suprimentos de aliados. Além de pequenos canhões, os otomanos possuíam uma grande bombarda, responsável por causar pavor nos moradores da cidade. No início do cerco, os bizantinos venceram batalhas decisivas por mar e terra, o que desapontou um pouco o sultão turco. No entanto, o tempo foi passando, os reforços cristãos não chegavam, e a maior força bélica otomana foi prevalecendo. Os resultados do Império Bizantino só não eram piores por conta da sua tecnologia mortal o fogo grego. Arma utilizada pela marinha e nas muralhas da cidade, essa substância podia ser lançada via sifões, jarros e continuava queimando na água. Com a queda de Constantinopla, o segredo da sua fabricação foi perdido, já que antes de se renderem, os bizantinos se desfizeram de qualquer receita e depósitos com a arma química.

 

Cerco otomano

 

6 – A queda

Após 6 semanas de cerco, a cidade já se encontrava perto do colapso. Ajudas prometidas não haviam chegado e Constantino buscava a manutenção das defesas de forma quase heróica. No entanto, com um ataque maciço em um dos lados da muralha, os turcos criaram uma distração para que tropas especiais – os janízaros – entrassem por uma brecha deixada em outro ponto das fortificações bizantinas. Após este fato, Constantinopla caiu rapidamente e seu último imperador cristão Constantino XI Paleólogo nunca mais foi visto. Essa conquista implicou em um controle maior do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro pelos muçulmanos. Também marcou o fim do Império Bizantino e da tradição romana que carregava há mais de mil anos. Esse acontecimento é considerado por muito historiadores como o marco de transição entre o fim da Idade Média e o Início da Idade Moderna.

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