6 fatos sobre Amelia Earhart

Conheça mais sobre essa aviadora norte-americana

 

1 – Infância e juventude

Amelia Earhart foi uma aviadora norte-americana nascida em 24 de julho de 1897. Natural do estado do Kansas, não foi criada como a maioria das crianças da época. Recebia mais liberdade dos seus pais, e isto lhe deu um espírito livre e aventureiro que a marcou por toda a vida. No final da infância se mudou para Des Moines, em Iowa. Com a morte da avó materna, passou por dificuldades financeiras, já que sua mãe não tinha acesso a herança de família e seu pai era alcóolatra. Posteriormente, a família se mudaria para Chicago, onde a futura piloto acabou o Ensino Médio.

 

Esquerda para direita: Neta Snook e Amelia Earhart em frente da Kinner Airster de Earhart, c.1921

 

2 – Antes da aviação

Amelia conseguiu entrar na faculdade, mas não passou nem um ano, se mudando para Toronto, no Canadá, após presenciar a chegada dos soldados feridos da Primeira Guerra. Ela fez um curso de enfermagem na Cruz Vermelha para ajudar na recuperação dos jovens militares. Em 1918, a cidade ainda foi atingida pela epidemia de gripe espanhola, doença que matou milhões em todo o mundo. Ela foi acometida pela gripe, pneumonia e uma sinusite fortíssima, a qual ela nunca conseguiu se curar completamente. Teve que passar quase um ano se recuperando, e depois tentou cursar Medicina, mas novamente desistiu da universidade.

 

Amelia Earhart, Los Angeles, 1928

3 – A paixão se inicia

Em 1920, Amelia foi morar com sua família na Califórnia. Em uma visita a um campo de pouso, pagou 10 dólares por um voo de 10 minutos. Este momento mudou sua vida: antes descompromissada e sem descobrir sua vocação, a jovem de 23 anos havia descoberto o que queria fazer. Em poucos dias, conseguiu mil dólares para começar a aprender a pilotar. Trabalhou como caminhoneira, fotógrafa, mecânica e telefonista. Sua incessante vontade fez com que iniciasse suas aulas no início de 1921, com a pioneira da aviação Anita Snook. Para as lições, ela tinha que pegar um ônibus, descer no ponto final e ainda caminhar por cerca de 5 km. Sua determinação fez com que em 1922, mesmo antes de ser uma piloto credenciada, Amelia conseguisse bater o recorde mundial de altitude alcançada por uma mulher.

 

Earhart caminhando com o Presidente Herbert Hoover nos jardins da Casa Branca em 2 de janeiro de 1932.

 

4 – Aviadora

Em maio de 1923, a jovem se tornou oficialmente uma aviadora credenciada. Uma das poucas mulheres que haviam conseguido isto até então. Mesmo sendo disciplinada e competente, Amelia era muito audaciosa, correndo perigo em diversos voos e manobras que tentava. No entanto, a piloto era humilde, sempre pedindo ajuda a aviadores mais experientes. Se mudou para Boston em 1925, onde começou a participar de associações de aviadores e a escrever para o jornal local sobre o tema. Nesse meio tempo passou por algumas cirurgias para tratar da sua sinusite, problema tratado facilmente nos dias atuais por conta dos antibióticos.

 

Foto de Amelia Earhart, c. 1932. Putnam instruiu Earhart a disfarçar a má-formação dentária, mantendo sua boca fechada em fotografias formais.

 

5 – Recordes e fama

Em 1928, em uma jogada publicitária, Amelia foi convidada para fazer parte da tripulação do primeiro avião a atravessar o Oceano Atlântico. No trajeto, ela foi uma mera passageira, mas ao voltar para os Estados Unidos se tornou uma celebridade. Foi recebida na Casa Branca e seu amigo George Putnam fez um grande esforço para torná-la famosa nacionalmente. Em 1931, eles acabaram se casando, contudo, ela não aceitou mudar de nome. A aviadora rapidamente se tornou garota-propaganda de várias marcas, assim como promotora da aviação comercial, que era vista com muito receio pelos norte-americanos. Em 1932, partiu sozinha do Canadá até a Irlanda do Norte, sendo a primeira mulher a atravessar o Oceano Atlântico sozinha. A viagem durou quase 15 horas e foi de alto risco, com uma aterrissagem de emergência em um pasto. Depois de sua volta, sua fama cresceu mais ainda. Amelia Earhart era um ícone norte-americano, modelo para várias mulheres e jovens. Se tornou amiga da primeira-dama e seus voos se tornaram espetáculos superlotados.

 

6 – O final

Em 1935 começou a planejar uma volta ao mundo em seu avião, mas apenas em 1937 iniciou a viagem. Após 35 mil km rodados entre maio e junho, ela e seu navegador chegaram em Lae, localidade situada em Nova Guiné. Partindo em 2 de julho, a aviadora e seu companheiro de viagem nunca mais seriam vistos. Com dificuldades na transmissão de rádio, provavelmente o combustível do avião acabou e eles caíram no mar. Um planejamento fraco e falhas na execução do voo contribuíram para a tragédia. Até hoje, o corpo de Amelia e do seu navegador Noonan nunca foram encontrados. Este fato faz com que sua morte só tenha sido oficializada em 1939, dois anos depois do desaparecimento. O mistério da sua morte fez com que inúmeras teorias da conspiração surgissem: desde a captura pelos japoneses, mudança de identidade e até mesmo o trabalho como espiã.

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