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6 fatos sobre Francisco de Goya

Conheça mais sobre esse pintor espanhol

 

1 – Natural da cidade de Fuendetodos, Francisco de Goya foi um famoso pintor espanhol nascido em 30 de março de 1746. Filho de um dourador e de uma nobre de uma decadente família nobre de Zaragoza, começou a estudar pintura aos 13 anos. Buscando novas oportunidades, mudou-se para Madrid em 1763, para tentar uma vaga na Academia de Belas Artes. Reprovado, tentou novamente a aprovação três anos depois, sem sucesso novamente.

 

Retrato feito por Vicente López Portaña (ele foi um dos mais importantes pintores espanhóis oitocentistas. Coetâneo de Francisco Goya, este artista significa o fim da época barroca em Espanha e o começo de uma nova) em 1826.

 

2 – Até 1771 rodou a Europa, tendo vários empregos e casos amorosos. Um destes trabalhos foi ser toureiro. Em viagem à Itália, se inscreveu em um concurso da Academia de Belas Artes de Parma, onde conseguiu menção honrosa. Esta premiação fez Goya conquistar suas primeiras encomendas como pintor, incluindo pinturas em igrejas e palacetes de Zaragoza. Em 1775 se muda para Madrid novamente, desta vez para trabalhar como desenhista em uma tapeçaria e se casar com Josefa Bayeu, irmã de seu amigo e também pintor, Francisco Bayeu.

 

A maja nua, c. 1795-1800, Museu do Prado. O quadro foi pintado antes de 1800, entre 1790 e 1800.  A imagem foi inspirada em uma cubana capitalista do séc. XX. Em ambas as pinturas uma mesma formosa mulher é retratada de corpo inteiro, deitada placidamente num leito e olhando diretamente para o observador. Não se trata de um despido mitológico, mas de uma mulher real, contemporânea a Goya, e até mesmo na sua época foi chamada “a Cigana“. A primazia temporária de A maja nua indica que no momento de ser pintado, o quadro não estava pensado para formar casal.

 

A maja vestida, c. 1800, Museu do Prado. Em ambos quadros o desenho é decisivo, por esse motivo e pelo predomínio de uma gama cromática fria nota-se a influência do neoclassicismo, ainda que Francisco José de Goya vá muito para além de tal ismo.
Embora se situe na estética neoclássica, como outras do mesmo pintor, esta obra de Goya é audaz e atrevida para a sua época, como audaz é a expressão do rosto e a atitude corporal da modelo, que parece sorrir satisfeita e contenta das suas graças. 

 

3 – Estabelecido na capital espanhola começou a pintar retratos. Em 1780 conseguiu se tornar membro da Real Academia de São Fernando de Madrid, após pintar a obra “La Crucificada”. Na mesma década passa a ser um pintor muito requisitado pelos nobres espanhóis. Em 1785 pintou o primeiro quadro de um membro da família real espanhola. Em 1788, com a coroação de Carlos IV, se tornou o pintor oficial da Corte.

 

Carlos IV de Espanha e sua família é um óleo sobre tela pelo artista espanhol Francisco Goya que começou a trabalhar sobre esta pintura em 1800 e completou no verão de 1801. Ele apresenta representações em tamanho real de Charles IV da Espanha e sua família, ostensivamente vestido com trajes e jóias finos.

 

4 – Durante uma viagem com um amigo para uma província afastada da Espanha, Goya contraiu uma grave doença, que o fez ficar praticamente um anos se recuperando. Mesmo tendo sobrevivido, ficou completamente surdo. Abatido e ridicularizado por sua condição pela aristocracia espanhola, passou a fazer quadros mais realistas, mostrando a real natureza de seus modelos. Nesta época também pintou quadros mostrando a natureza humana e criticando a sociedade espanhola.

 

Este autorretrato, pintado por Francisco de Goya em 1815, aos 69 anos, foi uma das últimas pinturas a óleo nas quais ele capturou sua própria imagem. Certamente, é uma pintura absolutamente moderna, na qual a atenção, a luz, se concentra no rosto, eliminando qualquer outro detalhe supérfluo. O pano de fundo, apesar de sua aparência de primeiro borrão, forma um espaço aéreo, criando um espaço sem qualquer objeto.
Evoca uma ilusão tempestuosa e romântica naquele espaço neutro, como contornar a cabeça e o penteado bagunçado do gênio. A atitude de segurança e o olhar firme que caracterizam a maioria dos auto-retratos de Goya são atenuados neste trabalho tardio com um gesto de ternura, reflexão interior serena e até mesmo humanidade vulnerável.  Ele é apenas um homem, no final de sua vida, e se mostra como é; como qualquer outro similar.

 

5 – Para completar, as Guerras Napoleônicas alcançaram a Espanha, o que entristeceu ainda mais Goya, que presenciou os horrores da guerra e toda a sua crueldade. Fez obras (entre 1810 e 1814) realmente tocantes e expressivas em relação ao conflito. Na década seguinte foi perseguido pela Inquisição, que o acusava de ter feito algumas obras obscenas. De qualquer forma, foi perdoado e voltou a ser o pintor oficial da Corte.

 

 

Como prelúdio dos seus Caprichos, Goya retratou-se mostrando-nos ao autor desta série de sátiras sobre a sociedade espanhola do seu tempo. Representou-se em atitude satírica e como um personagem importante.

 

Os desastres da guerra, nº 30: “Estragos da guerra”. A estampa foi vista como um precedente do Guernica pelo caos compositivo, a mutilação dos corpos, a fragmentação de objetos e aprestos situados em qualquer lugar da gravura, a mão cortada de um dos cadáveres, a desmembração dos seus corpos e a figura do menino morto com a cabeça invertida, que recorda ao que aparece sustentado pela sua mãe à esquerda da obra capital de Picasso.

 

Los Desastres de la Guerra é um conjunto de 80 gravuras criado por Francisco Goya na década de 1810. n°62: As camas da morte.

6 – Nos anos finais da sua vida na Espanha se refugiou em sua casa e pintou as famosas “Pinturas Negras”, que demonstravam sua tristeza com a natureza humana e com o seu envelhecimento. Em 1824 Goya se mudou para Bordeaux, na França, onde morreria 4 anos depois aos 82 anos de idade.

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