6 fatos sobre Ibn Khaldun

Conheça mais sobre esse importante polímata árabe

 

1 – Informações gerais

Abu Zayd ‘Abd al-Rahman ibn Muhammad ibn Khaldun al-Hadrami, mais conhecido como Ibn Khaldun, foi um filósofo, historiador, cientista e jurista árabe nascido na Tunísia (saiba mais aqui) no dia 27 de maio de 1332. Era considerado, um polímata, ou seja, uma pessoa que domina diversas matérias e áreas do conhecimento.

 

A mesquita onde Ibn Khaldoun costumava levar suas lições

 

2 – Juventude

Natural de Tunis, capital tunisiana, Ibn Khaldun descendia de uma família vinda da Península Ibérica após o fim do domínio muçulmano de Sevilla (saiba mais aqui). Seus familiares eram considerados de bom nível socioeconômico, sendo muitos responsáveis pela administração local. Com 17 anos perdeu os pais para a peste negra. Sozinho, recorreu aos estudos e mostrou sua brilhante capacidade de assimilar as leis e ensinamentos presentes no Alcorão e nos livros da literatura árabe. Com apenas 20 anos já era um burocrata de alto cargo no tribunal de Tunis.

 

Escultura em tamanho natural em bronze de Ibn Khaldun que faz parte da coleção do Museu Nacional Árabe-Americano.

 

3 – Promoção

Com 23 anos se tornou secretário pessoal do sultão de Fez, no Marrocos. Nesse período se casou. Suspeito de ser um dos líderes de uma rebelião contra o governante foi preso e solto apenas dois anos. Sem espaço na administração local, usou os contatos feitos com os muçulmanos de Granada e foi empregado lá. Nesta época já tinha 32 anos de idade. No ano seguinte foi o líder diplomático do Emirado de Granada em um acordo de paz com o rei de Castela, Pedro I.

 

Ibn Khaldun na conta de 10 dinares da Tunísia.

 

4 – As voltas da vida

Mais uma vez acusado de tramar contra o governo local, Ibn Khaldun retornou para a África, onde ficou 10 anos vagando de emprego em emprego. Em alguns momentos chegou ao cargo de primeiro-ministro, mas nunca conseguiu permanecer por muito tempo. Esse fato se explica pela instabilidade sociopolítica do período em que vivia, e por seu temperamento difícil, que facilmente fazia inimigos. Em 1375, cansado de todos os embates políticos, se refugiou em meio a uma tribo argelina. Nesses momentos de solidão escreveu sua principal obra, a Muqaddimah, um livro que apresentava a teoria da história cíclica e um verdadeiro tratado de como estudar a História.

 

Estátua construída em 1932 na Catedral de São Vicente de Paulo , Avenida Habib.

 

5 – Reconhecimento

Em 1378 voltou a trabalhar aos serviços do novo sultão de Tunis, e focou sua escrita na história da etnia berbere do norte da África. Em 1382 teve permissão para conhecer o Cairo e Meca, a cidade mais sagrada dos muçulmanos. Ibn Khaldun foi convidado a ser o juiz-chefe do Cairo, capital egípcia. Infelizmente, o navio que vinha com sua família e seus pertences afundou. Todos os tripulantes morreram. Seu consolo foi escrever a história dos árabes na Espanha.

 

Estátua de Ibn Khaldoun.

 

6 – Fim da vida

Alguns anos depois pôde conhecer Damasco e Meca, retornando para o Egito. Em 1400, estava a serviço do sultão egípcio na Síria quando ela foi invadida por Tamerlão (saiba mais aqui), grande conquistador muçulmano de origem mongol. Conhecido por sua violência, Ibn Khaldun conseguiu convencê-lo a liberar ele e seus funcionários para retornar ao Cairo. Depois desse episódio teve um final de vida tranquilo na capital egípcia, falecendo ao 73 anos em 1406.  

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