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6 fatos sobre Ingres

Conheça mais sobre esse importante pintor

 

1- Conhecido pelo seu último sobrenome “Ingres” (Jean-Auguste Dominique Ingres), foi um celebrado pintor e desenhista francês nascido em 1780. Atuou na passagem do neoclassicismo para o romantismo. Foi um discípulo de David e em sua carreira encontrou grandes sucessos e grandes fracassos, mas é considerado hoje um dos mais importantes nomes da pintura do século XIX. 

 

Estudo de nu, 1801

 

2- Seu pai era um “faz-tudo” nas artes – pintor de miniaturas, escultor, ornamentista em pedra e músico amador – mas sua mãe tinha escassa educação. O pai foi o primeiro incentivador e introdutor do jovem Ingres nas artes, através da música e do desenho. Em 1791, viajando com o pai, ingressou na academia de arte de Toulouse. Desde a sua juventude hesitou entre a música e a pintura, optando finalmente pela última, mas levaria por toda a vida o gosto pela outra arte e pelo violino.

 

Retrato de Madame Ingres –  Representando sua segunda esposa. Ela era filha de Dominique Ramel (1777-1860). Ela é apresentada como quente e envolvente, desprovida das pretensões da classe alta que marcou a maioria de seus retratos femininos de mais tarde.

 

3 – Sua estréia no Salão de Paris se deu em 1802 com o Retrato de uma dama, que se perdeu, e no ano seguinte foi-lhe feita a encomenda, junto com outros pintores, incluindo Greuze, de pintar o retrato de Napoleão Bonaparte como Primeiro Cônsul, obras que seriam entregues a diferentes prefeituras conquistadas pela França no Tratado de Lunéville. As circunstâncias não eram favoráveis, Napoleão não tinha paciência de posar, e concedeu-lhes apenas alguns minutos. Mais tarde apareceu por outro breve instante. Este retrato seria logo seguido de um outro, de Napoleão já entronizado.

Napoleão entronizado, 1806

 

4 – Sua obra representa a última grande floração da venerada tradição da pintura histórica. Ele preferia os retratos e os nus às cenas mitológicas e históricas. Entre os seus melhores retratos contam-se Bonaparte Primeiro Cônsul, A Bela Célia, O Pintor Granet e A Condessa de Hassonville. Nos nus que pintou (A Grande Odalisca, Banho Turco e, sobretudo, A Banhista) é patente o domínio e a graça com que se serve do traço. A sua obra mais conhecida é Apoteose de Homero, de desenho nítido e equilibrada composição.

 

A composição denominada Apoteose de Homero é uma obra na qual foi colocado em evidência a herança cultural clássica, apresentando 44 figuras, ali reunidas, nas escadarias de um templo grego antigo, para homenagear o grande poeta grego mítico Homero, envolto por uma túnica branca, trazendo na mão esquerda um cajado.

 

5 – Depois de Roma ele retomou à capital francesa em 1841, levando consigo o Antíoco. Depois disso produziu trabalhos em pequena escala, fez uma doação de obras à sua cidade natal e em outubro de 1851 renunciou ao cargo de professor na École des Beaux-Arts (Escola de Belas Artes).

 

Retrato da Princesa de Broglie, 1853

 

6 – O segundo casamento foi tão bem sucedido quanto o primeiro, e lhe deu forças para produzir na década seguinte mais uma série de grandes trabalhos. A admiração por suas obras foi renovada e recebeu o título de senador do império. Ingres faleceu de pneumonia com a idade de 86 anos em 14 de janeiro de 1867, tendo permanecido ativo e lúcido até o final. Poucos dias antes de falecer ainda foi ao teatro assistir a uma ópera de Gluck, com tanto entusiasmo pelo compositor quanto demonstrara em sua juventude, e oferecera uma festa musical em sua casa.

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