7 fatos sobre Arthur Friedenreich

Conheça mais sobre jogador de futebol brasileiro

 

1 – Infância e juventude

Arthur Friedenreich foi um jogador de futebol brasileiro, considerado o primeiro craque da história do Brasil. Natural de São Paulo, nasceu em 18 de julho de 1892. Era filho de um funcionário público de origem alemã e de uma professora negra descendente de escravos. Foi criado no bairro da Lapa e tinha como características seu porte esguio, os cabelos crespos e os olhos verdes.

 

A lenda do Brasil, Arthur Friedenreich, alinha-se antes do pontapé inicial.

 

2 – Início no futebol

Na época que Friedenreich começou a jogar futebol, o esporte era praticado apenas pelas elites, além de ainda ser amador. No entanto, mesmo sendo mulato, o jovem tinha ascendência alemã, o que o permitiu iniciar a carreira no Germânia (atual Pinheiros), clube dos imigrantes alemães. Lá, conheceu os pioneiros Charles Miller (saiba mais aqui) e Hermann Friese. Estreou em 1909, com apenas 17 anos, já mostrando toda a sua categoria. Em pouco tempo desenvolveria o drible curto e o chute colocado com efeito. Também era um velocista e um atleta imprevisível com a bola, pois era ambidestro.

 

Arthur Friedenreich na primeira fila da equipe do Brasil em 1919.

 

3 – Crescimento

Atuando como centroavante, Friedenreich passou por diversos clubes no início da carreira: Mackenzie, Payssandu (de São Paulo), Americano e o próprio Germânia. Jogando a única competição que existia, o Campeonato Paulista. Antes de atuar pelo Paulistano, clube pelo qual alcançou o status de ídolo, o craque jogou por alguns meses no Flamengo do Rio de Janeiro. Neste ínterim, já havia sido artilheiro 3 vezes do Paulistão, por 3 clubes diferentes, além de ter sido convocado para atuar na Seleção Brasileira campeão da Copa Roca (atual Superclássico das Américas) contra os argentinos.

 

Friedenreich trocou as chuteiras pelo apito no amistoso do Palestra Italia (Foto: Reprodução)

 

4 – Artilheiro

Por conta do racismo aos jogadores mestiços brasileiros, Friedenreich ficou algum tempo sem atuar no exterior pela Seleção, o que o motivou a “engolir a bola” no Paulistano, clube que atuou entre 1917 e 1929. Logo de cara, foi artilheiro e venceu os campeonatos de 1918 e 1919. De volta ao selecionado brasileiro para a disputa do Sul-Americano no Rio de Janeiro(atual Copa América), o craque levou o Brasil até a final contra o Uruguai. Em um jogo difícil e truncado, ele marcou o gol do título na prorrogação, levando a loucura a torcida brasileira. Este era o primeiro título de expressão do futebol brasileiro. Por conta do seu instinto de artilheiro (foi goleador da competição) e da sua garra, o jogador paulista recebeu o apelido de “El Tigre” dos adversários. Essa conquista virou até música e transformou o status do futebol para paixão nacional.

 

Leônidas da Silva e Arthur Friedenreich.

5 – A lenda continua

Seu nível de jogo continuava inabalável, conquistando o Campeonato Paulista e a artilharia em 1921, além de outro título sul-americano em 1922. Ainda foi campeão em 1926, 1927 e 1929 pelo Paulistano. Nesse meio tempo, o clube paulista fez uma excursão na Europa em 1925, sendo o primeiro time brasileiro a o fazer. A equipe venceu 9 das 10 partidas nas quais atuou, inclusive vencendo a seleção francesa por 7×2. Friedenreich marcou ⅓ dos gols, sendo considerado pela imprensa local o “Rei Arthur”. Em 1930 se transferiu para o São Paulo da Floresta (atual São Paulo), clube pelo qual atuou até 1935, sendo campeão paulista em 1931.

 

No Paulistano, sucesso total

 

6 – Fatos interessantes

Uma das frustrações de “El Tigre” foi não participar da Copa de 1930. Na primeira competição do tipo, o Brasil levou apenas jogadores cariocas por conta de uma rixa entre os dirigentes do Rio e de São Paulo. Ainda foi tenente na Revolução Constitucionalista de 1932, atuando pelo lado de São Paulo. Mesmo próximo dos 40 anos, atuava como um garoto e era contra a profissionalização do futebol brasileiro. Mesmo assim foi vencido pela corrente, inclusive atuando na partida que marca o início do período profissional no Brasil.

 

Os ícones brasileiros Arthur Friedenreich e Pelé compartilham um abraço.

 

7 – Anos finais

Aos 43 anos de idade, fez sua última partida pelo Flamengo do Rio de Janeiro, em amistoso contra o Fluminense. Após o fim da carreira, trabalhou em uma empresa de bebidas, onde se aposentou. Morou até o fim da vida em uma casa cedida pelo São Paulo. Sua brilhante trajetória no futebol criou um mito: a polêmica acerca de quantos gols ele teria feito. A contagem inicial, feita por amigos e um jornalista, constava 1329 tentos, uma marca assombrosa. Um levantamento mais recente, baseado em relatos de jornais da época, implica em 554 gols em 561 partidas, outra marca incrível. A falta de documentação e organização não possibilitam uma pesquisa realmente precisa do número de gols e jogos pelos quais Arthur Friedenreich atuou. Contudo, nenhuma estatística tirará a posição de lenda e primeiro craque do futebol brasileiro.

 

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