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8 fatos sobre Abreu e Lima

Conheça mais sobre esse importante militar brasileiro

 

1 – José Inácio de Abreu e Lima nasceu em Recife no dia 6 de abril de 1794. Mesmo brasileiro, ficou conhecido por ser um dos principais militares do exército de libertação da América do Sul hispânica, que contava com a liderança de Simón Bolívar. Seu pai era o Padre Roma, um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817 (saiba mais aqui). Sempre teve problemas em ser reconhecido, visto que seu pai havia abandonado o sacerdócio para se casar.

 

General Abreu e Lima (Galeria de Arte da Assembleia Nacional da Venezuela).

 

2 – Estudou em Olinda até 1811, partindo para o Rio de Janeiro no ano seguinte para se tornar oficial na Academia Real Militar. Chegou a se tornar Capitão de Artilharia em 1816, mas por uma discussão com um superior, foi preso por indisciplina e enviado para Salvador. Ficou quase um ano preso. Por coincidências trágicas do destino, seu pai e seu irmão mais novo foram enviados como emissários da Revolução Pernambucana na Bahia. Presos ao desembarcarem, foram jogados na mesma cela de Abreu e Lima. Apenas dois dias depois, seu pai foi fuzilado por ordem do governador baiano, Conde dos Arcos. Esse episódio marcou profundamente ele e seu irmão Luís.

 

 

Revolução Pernambucana – Pintura:
Bênção das bandeiras da Revolução de 1817.

 

3 – Seis meses depois deste acontecimento traumático, conseguiram fugir da prisão, viajando para os Estados Unidos. Luís não completou a viagem, se empregando na área comercial em Porto Rico. Não realizando muito nos EUA, soube da liderança de Simón Bolívar e resolveu se alistar no exército revolucionário que buscava a libertação da América Espanhola. Abreu e Lima chegou na Venezuela em 1819 e logo entrou nas forças como capitão.

 

Simón Bolívar.

 

4 – Lutou ao lado de Bolívar entre 1819 e 1830. Teve importante papel na libertação da Venezuela, Colômbia, Panamá, Equador, Bolívia e Peru. Nesse período chegou até o posto de general do exército bolivariano. Abreu e Lima mostrou grande bravura, sendo ferido diversas vezes. Escalou montanhas e cordilheiras, adentrou nas florestas e navegou por vários rios durante as guerras de libertação.

 

Dom Pedro I

 

5 – Com a morte de Bolívar em 1830, perdeu seu posto de general, além de ver a Grã-Colômbia construída pelo seu líder ser repartida em Equador, Venezuela e Colômbia (o Panamá só conseguiu se tornar independente depois). Voltou para os Estados Unidos, mas dois anos depois foi para Portugal, onde conheceu D. Pedro I após a sua abdicação no Brasil. Tentando a volta do Imperador ao Brasil foi preso e mandado para Fernando de Noronha.

 

Revolução Praieira.

 

6 – Solto, se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde, por incrível que pareça, se tornou um ferrenho defensor da monarquia. Esse fato mostra como Abreu e Lima era uma figura complexa e paradoxal, já que ajudou na libertação e formação de repúblicas presidencialistas nos países vizinhos. Em 1840 fez parte do grupo que organizou o Golpe da Maioridade (saiba mais aqui) e passou a escrever para jornais. Em 1844 retornou para Recife, sua cidade natal. Filiou-se ao Partido Nacional de Pernambuco, que governou o estado até 1848, quando foi destituído pelos membros do Partido Conservador. Esse fato desencadeou a Revolução Praieira.

 

Um companheiro de Bolivar : o general Abreu e Lima
Por Carvalho, Alfredo de, 1870-1916; Lima, José Inácio de Abreu e, 1794-1869
Publicado em Recife.

 

7 – Abreu e Lima foi um dos líderes do movimento que durou até 1850. Foi novamente preso em Fernando de Noronha, permanecendo dois anos lá. Anistiado, retornou para o Recife, onde passou a estudar escrever assiduamente. Foi articulista no Diário de Pernambuco e Diário Novo. Entre sus obras, está um ensaio sobre o socialismo, publicado em 1855, um dos primeiros do gênero feitos na América. Também fez livros sobre História e Religião.

 

A cartilha do povo
Por Lima, José Inácio de Abreu e, 1794-1869
Publicado em Pernambuco.

8 – Suas obras de cunho religioso causaram revolta do bispo de Recife. Mesmo sendo católico praticante, Abreu e Lima era maçom e um forte defensor da liberdade religiosa no Brasil. Quando morreu aos 74 anos em 1869, a Igreja proibiu que fosse sepultado no Cemitério de Santo Amaro. Foi então permitido por um pastor que fosse enterrado no Cemitério dos Ingleses. Seu nome foi homenageado ao batizar o município de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

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