Acontecimentos

9 fatos sobre a Reconquista da Península Ibérica

Conheça mais sobre este famoso acontecimento

 

1 – A Reconquista da Península Ibérica foi um movimento liderado pelos reinos cristãos da área para retomar dos muçulmanos a região. O processo de retomada durou do século 8 ao século 15 e passou por várias fases. O passo final foi a conquista do Emirado (ou Reino) Nasrida de Granada, completada em 2 de janeiro de 1492.

 

Pintura – Reconquista da Península Ibérica

 

2 – Em 711, os muçulmanos do Califado Omíada atravessaram o Mar Mediterrâneo e começaram um rápido processo de conquista de toda Península Ibérica, que era dominada principalmente pelos visigodos. Apenas uma pequena porção da região das Astúrias ficou sob controle visigótico. Enquanto as tropas islâmicas focavam na dominação do Reino dos Francos, um nobre de origem visigoda chamado Pelágio organizou as poucas cidades sobre o controle cristão e fundou o Reino das Astúrias em 718.

 

Árabes na Península Ibérica

 

3 – A Reconquista é tida como iniciada após a vitória de Pelágio sobre as tropas omíadas na Batalha de Covadonga, datada do ano 722. Dez anos depois, os francos liderados por Carlos Martel (saiba mais aqui) frearam o avanço muçulmano na Europa, e o lento processo de retomada da Península Ibérica prosseguiu.

 

Batalha de Covadonga

 

4 – Por conta de guerras entre os berberes que anteriormente haviam dominado a península e os árabes enviados do Califado Omíada, os cristãos puderam se reerguer e dominaram a região do Douro (em Portugal) e a Galiza (na Espanha). Em 750, os Omíadas foram retirados do poder, mas um nobre sobrevivente desta dinastia conseguiu manter o controle da Península Ibérica, fundando o Emirado de Córdova.

 

Emirado (posteriormente Califado) de Córdova no auge dos seus domínios

 

5 – No início do século 10, os cristãos continuavam suas tentativas, mas nesse período o Reino das Astúrias tinha se dissolvido e vários reinos haviam surgido: Navarra, Castela, Leão, Aragão e por algum tempo Galiza (ou Galícia). No mesmo século os muçulmanos da Península Ibérica (Al-Andalus em árabe) conseguiram total liberdade, fundando o Califado de Córdova.

 

Penísula Ibérica (em verde)

 

6 – No século 11, Castela anexou Leão e a Galiza e aproveitou uma guerra civil entre os nobres árabes e prosseguiu com a reconquista de territórios. O fim do Califado de Córdova em 1031 originou diversos reinos muçulmanos chamados taifas. Portugal, que era um condado de Leão e depois de Castela, conseguiu sua independência em 1139 com o rei Afonso Henriques. Em 1147 Lisboa foi retomada e em 1249 a cidade de Faro seria retomada, finalizando o papel de Portugal na Reconquista da Península Ibérica.

 

Pintura –  Rei Afonso Henriques

 

7 – Entre os séculos 11 e 13, os reinos cristãos da região puderam se beneficiar da passagem de tropas e da ajuda de ordens militares que se deslocavam para as Cruzadas. Inicialmente combateram as taifas influenciadas pelo Império Almorávida, depois pelo Califado Almóada do Norte da África. O Reino de Aragão conseguiu conquistar a Catalunha e Valencia. Em 1212 na Batalha de Navas de Tolosa, as tropas cristãs dizimaram os exércitos almóadas, o que permitiu a conquista de praticamente toda a Península Ibérica.

 

Pintura – Batalha de Navas de Tolosa

 

8 – Em 1238 se estabeleceu o último bastião islâmico: o Emirado nasrida de Granada. Por mais de 250 anos ele resistiu bravamente contra os avanços dos reinos cristãos. A resistência se deu em muito às guerras travadas entre os próprios monarcas católicos por questões sucessórias ou territoriais.

 

Isabel I, Rainha de Castela

 

9 – Entre os séculos 13 e a metade do século 15, a Reconquista continuou com passos muito lentos. De destaque apenas a tomada de Gibraltar pelo reino de Castela e a Conquista de Ceuta (saiba mais aqui) em 1415 por Portugal (que teoricamente não entra na Reconquista, mas sim como expansionismo português). Quando Fernando de Aragão e Isabel de Castela se casaram, os dois principais reinos espanhóis se uniram e acabaram por vencer a guerra final contra Granada. Finalizada em 1492, a retomada da Península Ibérica abriu espaço para a Era das Navegações, marcada pela “descoberta” da América no mesmo ano, pelo início do colonialismo europeu na Ásia, África e Américas e pela cristianização e catequização dos povos dominados.

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